Greve geral na França. Mais uma dor de cabeça para organização da Euro

Um dos dias mais complicados para os organizadores da Eurocopa-2016 será a próxima terça-feira, quando está programada uma greve geral na França, além de vários protestos. Tudo contra uma reforma trabalhista que o governo do presidente François Hollande tenta implantar. O motivo de ser nesta data é que o Senado será palco de discussões sobre as tais propostas (as principais: aumento da carga horária semanal de trabalho, maior facilidade para demissões e redução das indenizações).

Isso deixa uma dúvida: as partidas programadas para 14/6 - Austria x Hungria, em Bordeaux, e Portugal x Islândia, em Saint-Etienne - apresentarão problemas ou não? Em Bordeaux, ônibus e trens já estão em greve.

O que atenua a tensão é que até o momento, os manifestantes e os sindicatos de classe estão procurando, nas suas várias paralisações pontuais e operações-tartaruga não atrapalhar os jogos e os torcedores, minimizando ações na região dos jogos.

Um exemplo ocorre em Lyon. Nesta segunda-feira, exatamente no dia do primeiro jogo da Euro na cidade, entre Bélgica e Itália, haverá paralisação dos trens da cidade. Porém, a linha que leva até o estádio (que fica muito afastado do centro, no meio do nada) reabrirá às 16h. Outro exemplo ocorre na greve dos pilotos da Air France. Um bom efetivo segue trabalhando e poucos voos dão problemas.

É neste bom senso que os organizadores estão apostando, já que não têm muito o que fazer no caso da greve geral ganhar grande adesão.

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