Lesões, reforços, finalizações... Os desafios do Botafogo contra a degola

- Estamos apenas na sétima rodada. Vocês (jornalistas) tem uma pressa... Isso não dá certo. É inimiga da perfeição. O trabalho é que me faz confiar.

 

O trecho acima é de autoria do técnico Ricardo Gomes, após o empate do Botafogo contra o Vitória, no último domingo. A pergunta era mais uma sobre a posição do Glorioso na tabela de classificação do Campeonato Brasileiro, mas a confiança do treinador segue inabalável: as coisas vão melhorar. Vão? Como?

 

Enquanto não melhoram, o Alvinegro amarga a lanterna da competição, com os piores ataque e saldo. Não sabe o que é vencer há quatro jogos. É preciso evoluir, evidentemente. Para tal, alguns fatores se fazem necessários, e outros são utilizados como justificativas.

 

O primeiro e talvez mais crível fator para a queda de desempenho do Botafogo seja a sequência de lesões. Semana após semana aparecem os casos. Jefferson, Luis Ricardo, Carli, Diogo Barbosa, Airton, Rodrigo Lindoso, Luis Henrique... até Dudu Cearense, que mal chegou, foi para o departamento médico. Alguns já voltaram, mas nenhum outro retorna a tempo de encarar o América-MG, nesta quarta-feira, no Estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda.

 

A necessidade de reforços e a expectativa pelas estreias de Camilo, Rodrigo Pimpão e Canales existe, mas não pode é virar muleta. Até porque, destes, somente o meia poderá estrear na primeira partida após a abertura da janela, contra o Figueirense. E daqui até lá há duas rodadas. Seis pontos em disputa.

 

Talvez a mais dramática questão seja a fragilidade eminente do setor ofensivo do Glorioso. Desde o início do ano, é difícil criar chances. Quando criou, no último domingo, um festival de desperdício foi visto. A pontaria precisa melhorar. Aliás, quase tudo precisa melhorar.

 

 

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