Zé Roberto diz que aguentaria até os 44 anos, mas reafirma que vai parar

Zé Roberto não está no time-base do Palmeiras, já que tem sido reserva na lateral esquerda, mas começou como titular nos últimos três clássicos. Prestes a completar 42 anos, no mês que vem, o veterano se mostra útil para Cuca e diz que aguentaria jogar mais dois anos em alto nível, embora já tenha tomado a decisão de se retirar dos gramados no fim do ano.

- Na parte física e técnica eu poderia jogar mais dois anos tranquilamente, em alto nível ainda, mas ano que vem quero ter outras prioridades - disse o camisa 11, que teve boa atuação na vitória por 1 a 0 sobre o Corinthians, domingo, no Allianz.

Zé Roberto foi o escolhido para substituir Egídio, que se recupera de lesão na coxa direita, em três dos últimos quatro jogos, incluindo a derrota por 1 a 0 para o São Paulo, no Morumbi. Na ocasião, ficou marcado pelos dribles que tomou de Kelvin nos instantes finais, mas teve o desempenho elogiado pelo chefe.

O veterano já havia jogado bem no Dérbi do Paulistão, também vencido por 1 a 0 pelo Verdão. Na ocasião, jogou junto com Egídio para incomodar Fagner e conter a ofensividade do lado direito alvinegro.

- Eu tenho isso já bem definido. Dia 6 de julho eu completo 42 anos. Costumo dizer que sou o último dos moicanos, da minha geração já parou todo mundo e eu continuo. Mas eu continuo porque sempre cuidei da minha carreira, porque desde jovem entendi que meu corpo é meu instrumento de trabalho e passei a cuidar dele. Ele me dá resposta. A partir do momento em que ele não me der resposta, eu sou o primeiro a falar que não dá mais. Acho que isso ainda demora dois, três anos, mas tomei essa decisão de jogar só mais esse ano porque ano que vem quero ter outras prioridades. A prioridade será minha família - disse o jogador, que em fevereiro já havia anunciado que pararia.

Jogando bem ou mal, escalado com frequência ou não, o jogador sempre foi um exemplo para os companheiros. Sua obsessão pela forma física faz com que alguns atletas tomem "aulas" de abdominais com ele após os treinos. A partir do ano que vem, já aposentado, Zé Roberto esperava ver os mais jovens utilizando seus ensinamentos no dia a dia.

- Com certeza, vou deixar um legado. Pela história, pelo caráter, pelo profissionalismo. O dinheiro acaba, a fama é esquecida, mas o legado pode ir de geração para geração. Eu sou muito feliz de hoje jogar no Palmeiras e poder ver o crescimento do Gabriel Jesus, do Nathan, que hoje está no Criciúma, do João Pedro, do Vitinho, jogadores que têm um futuro brilhante, que em todos os momentos procuram sempre perguntar alguma coisa - declarou.

Egídio trabalhou no gramado nessa segunda-feira, mas ainda sem bola. Se ele continuar fora diante do Coritiba, nesta terça, a tendência é de que Zé Roberto seja mantido e faça seu 21º jogo nesta temporada. Seu contrato termina no fim deste ano.

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