Ganso, Lugano e Calleri 'planejaram' vitória em café da tarde no CT

Foi graças aos pés de Diego Lugano, Paulo Henrique Ganso e Jonathan Calleri que o São Paulo venceu o Vitória por 2 a 0, na última quarta-feira. O trio mostrou sintonia fina em campo - e cada vez mais com a torcida -, mostrando que uma boa relação no dia a dia pode render resultados na prática.

Para explicar, é preciso contar que, horas antes da partida no Morumbi, os três passaram a tarde conversando no CT da Barra Funda. Eles dividiram uma mesa no refeitório durante o café e se alongaram no papo. A cena pode já ser comum nos bastidores do clube, mas não deixa de ser importante.

Lugano, Ganso e Calleri formam uma espinha dorsal de um time que custou a encontrar sua identidade. Eles representam idolatria com os torcedores, capacidade de resolver em campo e entrega. Ou seja, são o espelho para o restante do grupo mirar.

De nada adiantaria, porém, ter a imagem a ser seguida, mas não ter seguidores. Aí aparecem os toques de outros expoentes. A autoridade de Maicon, o trabalho de Denis, o diálogo de Hudson, a seriedade de Rodrigo Caio e até as brincadeiras de Michel Bastos e Wesley. "Ter vários líderes" deixou de ser discurso barato para ser uma realidade que traz benefícios.

Nas preleções, a palavra não é só do capitão. Três, quatro, cinco tentam motivar os colegas. De Lucão e João Schmidt aos líderes mais consagrados. E o funcionamento tem sido tão bom que as lamentações pela aposentadoria de Rogério Ceni - até mesmo em relação às falhas iniciais de Denis - são muito mais raras do que se imaginava no fim da temporada passada.

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