Tite dá o futebol como motivo para aceitar ter Del Nero como chefe

Assim que foi chamado pelo presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, para proferir as primeiras palavras como treinador da Seleção Brasileira, Tite já teve que se explicar. Afinal, há cerca de seis meses, ele assinou um manifesto pedindo a "renúncia definitiva" de Del Nero da presidência da CBF. Tentando se esquivar de problemas no primeiro dia no novo emprego, o treinador da Seleção Brasileira usou a evolução do futebol brasileiro como justificativa para aceitar trabalhar na CBF.

- A minha atividade e o convite que foi feito foi para ser técnico da Seleção Brasileira de futebol. Entendo que essa atribuição é a melhor maneira que eu tenho para contribuir. Adjetivos como transparência, democratização, excelência e modernidade, isso é a forma que eu trago para o futebol - afirmou o novo treinador da Seleção, que foi indagado três vezes sobre o mesmo assunto e evitou dar "pancada" em Del Nero:

- Já coloquei que minha atribuição com a seleção é a melhor maneira de dar contribuição para o futebol, aquilo que eu sei. Essas ideias que já coloquei de transparência, democratização, elas continuam como princípios meus como atividade - acrescentou.

Tite ainda ressaltou que em 2014 estava esperando ser chamado para substituir Felipão, mas não foi convidado.

- A vida tem um timing. A oportunidade veio agora. Entendi que deveria aceitar para fazer parte da carreira estar técnico da Seleção - disse o treinador, que por diversas vezes disse não "ser o técnico", mas "estar técnico" da Seleção.

O novo treinador do Brasil ainda deu detalhes sobre como foi uma parte da conversa com Del Nero, especificamente no que diz respeito à contratação de Edu Gaspar como coordenador da Seleção principal.

- Não deu cinco minutos da nossa conversa, vim para ouvir, e o presidente colocou que o executivo que ele pensava era o Edu Gaspar. Foi dele a iniciativa. Eu vim para ouvir a situação, qual era a ideia, o modelo, o que a CBF pensava - contou Tite.

A estreia de Tite ao lado do campo pela Seleção Brasileira será em setembro, contra o Equador, em Quito. Condições que ele admite não serem as ideias, mas se diz pronto para o desafio.

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