Após adeus: Messi deve liderar debandada da seleção e boicote

Messi tentou, errou e, mais uma vez, não conseguiu ajudar a Argentina a ser campeã. No último domingo, após perder um pênalti e ver a sua seleção ser vice pela terceira vez em três anos, na final da Copa América Centenário contra o Chile, o camisa 10 anunciou que não defenderá mais seu país. E ele, assumidamente insatisfeito com a Associação de Futebol Argentino (AFA), pode não ser o único a renunciar.

O craque do Barcelona deve encabeçar um movimento de debandada. Grande amigo de Messi, Agüero deixou claro, em entrevista, que também não jogará mais pela seleção albiceleste. Além disso, ele revelou que outros jogadores irão seguir a dupla nesta dura decisão para os hermanos.

- Há vários jogadores que avaliamos que vão nos seguir - afirmou o astro do Manchester City.

De acordo com o jornal "Olé", o volante Mascherano, companheiro do Messi no Barça, e o atacante Higuain, do Napoli, também não jogarão mais com a seleção bicampeã do mundo.

Crise na AFA, a grande responsável

Alvo de suspeitas de corrupção, a AFA, que está atualmente sob intervenção da Fifa, pode ser a grande culpada pela hipotética saída de jogadores de destaque da seleção do técnico Tata Martino - que, inclusive, está sem receber salários da entidade local há oito meses.

Na última semana, por exemplo, Messi disparou publicamente contra a AFA. Ele chegou a definir a associação como "desastre", logo depois de atraso de um voo da delegação rumo à Nova Jersey. Na imprensa argentina, esta declaração do principal jogador da seleção do país foi apontada apenas como um dos motivos de insatisfações de atletas - ou seja, não foi um episódio de frustração isolado.

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