Com tempo e gringos por perto, Cueva inicia 'era peruana' no Tricolor

Christian Cueva não escondeu um sorriso desde que foi contratado pelo São Paulo, enquanto disputava a Copa América. O meia-atacante é o primeiro peruano a defender o Tricolor e poderá começar sua história no clube paulista nesta quarta-feira, às 21h45, contra o Fluminense, no Morumbi, pela 12ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Aos 24 anos e com 1,69m de altura (pelo menos é o que diz sua ficha no São Paulo), o baixinho terá tempo e espaço para se adaptar ao Brasil e à nova equipe. Tempo porque são quatro anos de contrato e as atenções estão voltadas à Libertadores, competição da qual não poderá participar como tricolor. E espaço porque há estrangeiros de sobra para deixá-lo à vontade.

Além do idioma, os estrangeiros de hoje no Tricolor darão tranquilidade para Cueva. Apesar dos cabelos arrepiados e dos grandes óculos - visual que rendeu o apelido de Maria Gadu nas redes sociais -, o novo camisa 13 será discreto diante da idolatria de Diego Lugano e dos gols do artilheiro Jonathan Calleri. A responsabilidade é deles, enquanto Cueva não terá nada a perder.

A torcida também deve ser mais paciente do que costuma ser com atletas brasileiros, por exemplo. Basta ver o tempo que custou para que as primeiras vaias a Centurión aparecessem, mesmo diante de atuações ruins desde o ano passado. Já Ytalo, recém-chegado, parece não ter margem para erros.

A relação tricolor com estrangeiros é longa, desde o primeiro elenco do clube, em 1930. Lá estava o uruguaio Emílio Armiñana, que abriu caminho para que mais 71 gringos - sendo mais 15 uruguaios - defendessem o São Paulo. Cuevita é só o primeiro peruano, mas quem sabe não pode iniciar uma nova linhagem no Morumbi.

Por pouco Cueva não permitiu ao São Paulo quebrar seu recorde de gringos no mesmo plantel. Em 1940 e 1953, cinco estrangeiros foram contemporâneos, marca que seria quebrada se o peruano tivesse chegado mais cedo ao clube. Enquanto eliminava o Brasil na fase de grupos da Copa América Centenário, os paulistas anteciparam o fim do contrato do colombiano Wilder Guisao, que terminaria em julho, mas acabou na semana passada.

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