Superliga: Equipes se preparam para o início da temporada 2016/2017

A vigésima terceira edição da Superliga está programada para iniciar na segunda quinzena de outubro e repetirá o formato consolidado nas últimas temporadas. Ao todo serão 24 equipes, 12 em cada naipe, representando sete estados da federação. Sada Cruzeiro (MG) e Rexona-SESC defenderão o título no masculino e no feminino, respectivamente, naquela que promete ser mais uma temporada equilibrada.

- Eu acredito que o fato de existir uma grande crise econômica no país não impedirá que as equipes façam uma Superliga de nível técnico elevadíssimo. Tenho certeza de que as principais equipes ficarão mais fortes, e teremos muitas oportunidades para os mais jovens - comentou Radamés Lattari, diretor de Competições de Quadra da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV).

Entre os destaques da edição 2016/2017 da Superliga está a repatriação de atletas da seleção masculina como o oposto Evandro, o levantador Bruninho e o central Lucão. E ainda as estreias de Caramuru/Castro (PR), campeão da Superliga B 2016, no masculino, e do Fluminense (RJ), na disputa entre as mulheres. Um dos mais tradicionais clubes e grande revelador de talentos, o São Bernardo Vôlei (SP) está de volta à elite.

A pouco mais de três meses do início de mais uma Superliga, o mercado ainda não está fechado e os clubes seguem na montagem dos elencos, tornando os times cada vez mais competitivos. Veja abaixo como está a preparação de cada um dos 24 times que estarão na próxima temporada. Confira o guia da Superliga:

Superliga Masculina:

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Sada Cruzeiro (MG) - O atual tricampeão da Superliga Masculina manteve a filosofia dos últimos anos e renovou o contrato com a maioria do elenco, mantendo a base. As baixas ficam por conta de Wallace e Éder. Em compensação, o time mineiro repatriou o oposto Evandro e trouxe o central cubano Simon para completar o time que continua contando com o levantador William, o central Isac e o ponteiro Leal. O comando da equipe fica por conta do argentino Marcelo Mendez.

Vôlei Brasil Kirin (SP) - Depois de chegar pela primeira vez em uma final da Superliga, o Vôlei Brasil Kirin teve algumas mudanças importantes no elenco, como a saída do ponteiro Lucas Lóh e a contratação do técnico Horácio Dileo. A renovação com o central Maurício Souza e o líbero Thiago Brendle também foi uma importante medida para manter o time de Campinas entre os favoritos para a temporada 2016/2017.

Taubaté/Funvic (SP) - A equipe do Vale do Paraíba continua investindo alto no elenco e manteve o ponteiro Lucarelli e o levantador Rapha, e trouxe reforços de peso como o oposto Wallace e o central Éder, que vieram do Sada Cruzeiro, e o ponteiro Lucas Lóh. Com essas peças na mão, o técnico Cézar Douglas tem um elenco bastante gabaritado para brigar por títulos.

Sesi-SP - A repatriação do levantador Bruninho e do central Lucão foi um dos destaques do mercado brasileiro para a próxima temporada. A dupla se une aos experientes Serginho, Murilo, Sidão e ao jovem talento Douglas Souza com o intuito de levar o time paulista novamente às decisões dos torneios de que participar.

Minas Tênis Clube (MG) - Um dos clubes mais tradicionais do voleibol brasileiro, o Minas Tênis continua contando com atletas vindos da base para a disputa desta Superliga, como os centrais Petrus e Flávio e o líbero Maique. A perda do oposto Escobar foi compensada por outro atleta do país caribenho, Bisset, que também joga pela saída. Um ex-minastenista medalhista olímpico, o ponteiro Samuel, está de volta.

Bento Vôlei/Isabela (RS) - Uma das forças gaúchas do voleibol, o time de Bento Gonçalves chega à segunda temporada seguida na elite da modalidade. Campeão olímpico em Barcelona 92, Paulão segue no comando da equipe.

Montes Claros Vôlei (MG) - A melhor média de público na temporada 15/16, o Montes Claros Vôlei conta com o reforço do levantador Murilo Radke, vindo da Polônia, e do oposto Luan Weber, que estava no Maringá. O técnico Marcelinho Ramos está de volta depois de uma licença médica afastá-lo da reta final da última Superliga.

Lebes/Gedore/Canoas (RS) - Primeiro campeão da Superliga B, em 2012, o time de Canoas renovou com o técnico Marcelo Fronckowiak e trouxe alguns jovens promissores como os ponteiros Alisson e Eduardo Composto, vindos respectivamente do Sesi-SP e do Voleisul (RS).

Vôlei Maringá (PR) - O projeto capitaneado pelo levantador Ricardinho chega à quarta participação na Superliga com a participação do líbero Felipe, prata no Mundial da Polônia em 2014, e do experiente central Michael.

JF Vôlei (MG) - Completando a força mineira na Superliga, o time de Juiz de Fora garantiu participação nesta edição ao vencer o torneio Seletivo. A equipe contará com novo treinador, Henrique Furtado, ex-auxiliar técnico do Sada Cruzeiro, na sexta participação consecutiva na competição, e terá um elenco formado por jovens promissores.

Caramuru/Castro (PR) - Campeão da última edição da Superliga B, o time do interior paranaense estreia na elite da modalidade e tem a torcida apaixonada como trunfo.

São Bernardo Vôlei (SP) - De volta à primeira divisão, o São Bernardo Vôlei segue sob o comando do campeão olímpico Douglas Chiarotti com elenco formado basicamente por jogadores juvenis.

Superliga Feminina

Rexona-SESC (RJ) - O maior campeão da Superliga feminina fechou parceria com o SESC e trouxe a ponteira holandesa Anne Buijs para o lugar de Natália, de saída para a Turquia. Além do reforço estrangeiro, o técnico Bernardinho contará com a mesma equipe titular da final da última edição da Superliga.

Dentil/Praia Clube (MG) - A equipe de Uberlândia (MG) aproveitou o bom momento depois de ser vice-campeã da Copa Brasil e da Superliga e manteve a base com a central Wal, as ponteiras Michelle Pavão e Alix Klineman, a oposta cubana Ramirez, a levantadora Claudinha e a líbero Tássia. Para a temporada 2016/2017, o técnico Ricardo Picinin terá como principal reforço a bicampeã olímpica Fabiana.

Camponesa/Minas (MG) - Terceiro colocado na última edição, o Camponesa/Minas perdeu Tandara e Mari Paraíba, mas manteve a base formada pela levantadora Naiane, a líbero Léia, a oposta Rosamaria e as centrais Carol Gattaz e Mara Leão. O técnico Paulo Coco segue no comando do time mineiro.

Vôlei Nestlé (SP) - Uma das principais potências do voleibol feminino no país, o Vôlei Nestlé chega para a temporada 2016/2017 reformulado. Por um lado, o técnico Luizomar de Moura teve baixas importantes como as centrais Thaísa e Adenízia, que foram jogar no exterior, a oposta Ivna, e as ponteiras Lise Van Hecke, da Bélgica, e Kenia Carcaces, de Cuba. Do outro lado, para compensar, o time de Osasco (SP) trouxe Tandara e as ponteiras sérvias Ana Bjelica e Tijana Malesevic, além da central Bia e da oposta Paula Borgo.

Sesi-SP - O time da capital paulista, vice-campeão da Superliga na temporada 13/14, o Sesi-SP mudou a filosofia e agora investirá em atletas mais jovens, com até 23 anos. Com isso, liberou nomes como Jaqueline, Fabiana, Ellen Braga e Suelen. Em contrapartida, a equipe contratou jogadoras com passagem pelas seleções de base do Brasil, como a levantadora Giovanna, a oposta Lorenne e a líbero Laís.

Terracap/Brasília (DF) - Para quarta participação na Superliga, o time do Distrito Federal trouxe o campeão olímpico em Athenas 2004, Anderson Rodrigues, para comandar o time na temporada 2016/2017. Quanto ao elenco, a manutenção da central Roberta, da levantadora Macris, eleita a melhor da posição nas últimas três edições, e a ponteira Amanda, além da renovação, ainda em fase de negociação, com Paula Pequeno, são os destaques. Os reforços principais são a oposta Andréia, a central Larissa e a líbero Silvana.

Rio do Sul/Equibrasil (SC) - A equipe catarinense fez uma campanha de destaque na edição 15/16 da Superliga Feminina. Para repetir os feitos na próxima edição, o Rio do Sul/Equibrasil trouxe de volta a oposta Natiele, que teve passagem pelo time em 14/15, e contratou a ponteira campeã mundial Sub-23 Kasiely e a levantadora Carol Leite. O técnico Sperncer Lee deixou o clube e deu lugar a Fernando Bonatto, ex-Cascavel.

Pinheiros/Klar (SP) - Presente em todas as edições da Superliga feminina, o Pinheiros mudou quase todo o time titular. A aposentadoria da ponteira Fofinha e da líbero Verê também colaborou para as mudanças na equipe. Destaque da seleção argentina, a central Mimi Sosa deixou o Rio do Sul e assinou com o time da capital paulista. A oposta Bárbara e a ponteira Suelle, ambas com passagem na seleção brasileira, também chegam para reforçar o elenco comandado por Paulo de Tarso Milagres.

São Cristóvão Saúde/São Caetano (SP) - A equipe do ABC paulista também está entre as mais assíduas da Superliga e segue com Hairton Cabral como treinador. Para a próxima temporada o time de São Caetano perdeu a ponteira Thaisinha, mas trouxe a levantadora Diana e a central Marjoria, que estavam no Vôlei Nestlé e repatriou a ponteira Nikolle Del Rio.

Concilig Vôlei Bauru (SP) - O time do interior paulista vem para a segunda temporada na elite do voleibol brasileiro com elenco bastante modificado. O técnico Marcos Kwiek, que assumiu a equipe no meio da temporada passada, contará com a líbero dominicana Branda Castilho, eleita a melhor do Mundial em 2014, a central Angélica e as campeãs mundiais Sub-23 em 2015, Valquíria e Juma.

Vôlei Araraquara (SP) - Campeão invicto da Superliga B 2016, a equipe de Araraquara segue sob o comando de Sandra Leão e manteve a base da última temporada para a disputa da próxima edição.

Fluminense (RJ) - No final da década de 70 e no início dos anos 80 o tricolor carioca era umas das grandes potências do voleibol brasileiro, inclusive conquistando o título nacional em 1976 e 1982 no naipe feminino. Depois de retornar ao cenário nacional em 2016 ao ser vice-campeão da Superliga B, o time carioca conquistou o direito de disputar a elite na temporada 16/17 ao vencer o torneio seletivo feminino. O elenco contará com atletas experientes como a oposta Renatinha, a ponteira campeã olímpica em Pequim 2008 Sassá e a também ponteira Ju Costa. O treinador é Hylmer Dias.

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