Forças Armadas darão 'alívio' às polícias na segurança da Rio-2016

O ministro da Defesa, Raul Jungmann, justificou nesta quarta-feira o acréscimo de 3 mil homens das Forças Armadas para integrar a segurança do Rio de Janeiro durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos, em auxílio às polícias militar e civil. A medida foi tomada a pedido do estado, que solicitou apoio ao Exército nas atividades de segurança pública, e não apenas como contingencia (em caso de insuficiência), conforme previsto inicialmente. Agora, haverá 21 mil agentes.

Diante dos problemas que o governo estadual enfrentou no setor nos últimos meses, com falta de recursos para pagar policiais, o auxílio das Forças Armadas passou a ser visto como uma necessidade imediata. Nesta quarta-feira, de acordo com o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, o salário integral de junho, e todas as diárias de trabalhos extras desde janeiro, além de um bônus relativo a 2014, foram quitados. Mesmo com o cenário normalizado, houve o entendimento de que o suporte será necessário.

Atualmente, 6 mil homens das três Forças Armadas, preparados e equipados para exercer todo o conjunto de papeis dos quais estão encarregados, já se encontram no Rio de Janeiro, testados e treinador, prontos para entrar em ação. No dia 15, o efetivo chegará a 18 mil. No dia 17, contará com 21 mil, de acordo com Jungmann.

- Inicialmente, teríamos 18 mil trabalhando diretamente na Olimpíada. Mas houve uma solicitação do governador (Francisco) Dornelles para que fosse disponibilizado um maior efetivo. O pedido foi integralmente aceito

- explicou o ministro, em coletiva no Rio.

Haverá uma reserva técnica para, se necessário, suprir qualquer necessidade, o que pode aumentar o número. A promessa é de que não faltará dispositivo de segurança para garantir a realização da Olimpíada. Os ministros afirmaram que os recursos foram mobilizados, e se for preciso, mais serão dosponibilizados.

- Faremos policiamento ostensivo das vias olímpicas. Militar fica armado o tempo todo. Tem Defesa e segurança pública integrados. Nós não substituiremos as polícias, mas os aliviaremos para as missões do dia a dia que a cidade impõem - afirmou Coordenador Geral de Defesa de Área, general Fernando Azevedo.

O Exército ficará responsável pelas áreas de competição da Barra da Tijuca e Deodoro, na Zona Oeste, e Maracanã, na Zona Norte do Rio, além do patrulhamento em aeroportos e vias expressas como as Linhas Amarela, Vermelha e Avenida Brasil. A Marinha auxiliará em outros pontos da cidade.

A estimativa das Forças Armadas é que serão utilizados 12 navios, 1.169 viaturas, 70 veículos blindados, 28 helicópteros, 48 embarcações de diferentes tipos e 174 motos no período.

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