Calleri só pensa em decidir pelo São Paulo e avisa: "vale até gol de mão"

  • Mauro Horita/AGIF

Quando o São Paulo anunciou a contratação de Jonathan Calleri, a torcida se apegava a um gol de letra por cobertura do argentino pelo Boca Juniors (ARG) para sonhar alto. Quando Jony estreou, na abertura da Libertadores contra o César Vallejo (PER), o gol por cobertura apenas reforçou os sonhos. Com o tempo, porém, o real estilo do gringo foi apresentado.

"Isso (gol de letra) foi uma vez só e acho que nunca mais farei na carreira. Foi ocasional. Agora quero gols com a barriga, com a mão, com o pé e a cabeça, não importa. O importante é marcar e ajudar o São Paulo a ser campeão", avisou.

Mas gol de mão? "Claro, de qualquer jeito! Só quero fazer gol para aumentar meus números e ser artilheiro da Libertadores. Isso significará que eu ajudei o time a ganhar o título!", ressaltou. 

Calleri já é artilheiro da Libertadores. Com oito gols, ele divide o posto com dois atacantes já eliminados do torneio. O caminho livre para brilhar deixa o argentino empolgado. Hoje, na primeira semifinal contra o Atlético Nacional (COL), ele terá o apoio de uma caravana de 14 pessoas vindas de Buenos Aires no Morumbi. Do campo, se marcar - e não importa como -, certamente ele terá um novo gol favorito com a camisa 12 do São Paulo.

"Não fiz um golaço como no Boca. Foram gols de centroavantes, mas elejo o contra o The Strongest (BOL) pela importância (levou o time às oitavas de final). Era um jogo em que não atacávamos e decidiu tudo. A bola veio rápida, quase não a vi para cabecear", relembrou.

Vencer também servirá para Cada vez mais perto de se despedir do São Paulo, Calleri agora acompanha os sonhos que despertou na torcida e cuida tanto de sua imagem que contratou um assessor de imprensa para preparar o adeus.

Confira um bate-bola com Calleri:

Se pudesse escolher, quem seria seu substituto no São Paulo após a Libertadores?

Não posso dizer (risos). Se eu falo e acabam contratando, vão falar que fui eu que recomendei. Há muitos jogadores argentinos que merecem uma oportunidade no São Paulo e no Brasil. Nas equipes daqui não têm muitos camisas 9, mas lá temos muitos. Veio Lucas Pratto ao Atlético-MG, agora Wanchope Ábila (que jogava no Huracán) ao Cruzeiro. Oxalá que eu seja substituído por mais um argentino e que ele faça, não 15, mas 30 gols pelo São Paulo. Há muitos atletas prontos para isso na Argentina, para satisfazer os desejos deste clube.

Na Argentina, é mais fã de Higuaín ou de Aguero?

São grandes jogadores e em grandes momentos. Um faz 35 gols no ano e o outro 30. Aguero já tem mais de cem gols pelo Manchester City (ING), Higuaín bateu o recorde histórico de todas as ligas do Calcio. Gosto dos dois, mas meu jogo lembra mais o de Higuaín. Qualquer um pode ser um grande 9 para a seleção.

O ÍDOLO SUÁREZ

Nas quartas de final da Copa do Mundo de 2010, Luis Suárez, então no Ajax (HOL), salvou gol certo de Gana ao usar a mão em cima da linha do gol de Muslera. O camisa 9 foi expulso e viu, escondido, Asamoah Gyan perder a cobrança. Nas disputas de penalidades, o Uruguai se classificou para a semifinal. "Ele classificou o Uruguai depois de muitíssimo tempo a uma semifinal. Ele não jogou depois, mas fez um sacrifício para o país. Ele jogou pelo time. O defino como um craque de equipe, não um lobo solitário".

 

 

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