Após briga com o pai e sumiço, Jean Chera pode encerrar a carreira

  • Ugo Soares/UOL

O meia Jean Chera segue desaparecido. Após não voltar ao Santos para dar continuidade ao tratamento no tornozelo esquerdo, o jogador ainda não deu notícias sobre seu futuro. No entanto, dirigentes do Peixe sabem que o atleta está desanimado e pode encerrar a carreira com apenas 21 anos.

O LANCE! apurou que, neste intervalo de cerca de duas semanas, ele foi para Vera (MT), sua cidade natal, e retornou a Santos. Dias antes do seu "sumiço", Jean Chera brigou com seu pai, Celso Chera.

A expectativa é que Jean dê notícias nos próximos dias. Ele deverá se reunir com seu empresário neste fim de semana. Familiares, o agente e o Santos acreditam que a ideia de o jogador abandonar o futebol é passageira e tentarão convencê-lo a voltar ao tratamento médico.

Jean Chera estava emprestado até o fim desta temporada para a Portuguesa Santista, que disputa a Quarta Divisão do Campeonato Paulista. Com a torção no tornozelo esquerdo, ele voltou ao Santos para tratar no Cepraf do CT Rei Pelé.

Na Portuguesa Santista, funcionários também dizem não saber sobre o paradeiro de Jean Chera. Por outro lado, ressaltam que o jogador sempre teve bom comportamento e era querido pelos companheiros.

O meia retornou ao Santos no ano passado, inicialmente para atuar pelo time sub-23. A diretoria viu o retorno como uma segunda chance ao garoto (entenda mais abaixo, que passou a receber salário de de R$ 980 mensais. Depois de alguns meses recuperando a forma física, ele foi emprestado à Portuguesa Santista.

Antes de voltar ao Peixe, Jean passou por Genoa (ITA), Flamengo, Atlético-PR, Cruzeiro, Oeste, Universitatea Craiova (ROM), Paniliakos (GRE), Buelna (ESP) e Cuiabá.

Meia era badalado desde os 11 anos

Jean Chera encerrou sua primeira passagem pelo Santos de maneira frustrante em 2011. Apontado desde os 11 anos como joia da Vila Belmiro, o garoto não entrou em acordo no momento em que foi assinar o primeiro contrato profissional com o clube. Agenciado por seu pai, Celso Chera, ele pediu um contrato de três anos com o Santos, com salários progressivos (R$ 75 mil no primeiro ano, R$ 100 mil no segundo e R$ 130 mil no terceiro), além de luvas avaliadas em R$ 1 milhão. O Santos queria pagar R$ 30 mil mensais, proposta que foi recusada. O jogador, então, foi liberado. Na época, Jean tinha 15 anos e posteriormente lamentou a saída do Peixe.

 

 

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