Deu Brasil no lugar mais alto do pódio na etapa de Gstaad, na Suíça

Para muitos especialistas em vôlei de praia uma prévia da aguardada final olímpica, no próximo mês, em Copacabana.

Diria que fiquei bem impressionado com o que vi de Larissa e Talita em Gstaad. Seis jogos sem perder um mísero set (vi três deles), incluindo, além das americanas, vitórias sobre Van Iersel/Mappelink (HOL) e Menegatti/Orsi (ITA). As italianas, inclusive, haviam derrotado as brasileiras nas oitavas de final na etapa anterior, em Porec (CRO), um resultado que mexeu com a dupla para a competição em Gstaad.

Uma característica a ressaltar de Larissa e Talita é a confiança. Sempre que viveram momentos com placar adverso (alguns com até cinco pontos de desvantagem) mostraram maturidade para a reação. Talita explica:

- Esse torneio foi um bom resumo da história que eu e a Larissa construímos. Jogamos muito bem, não deixamos as adversárias jogarem, mas para isso a gente se doou muito. A gente não só jogou, mas entrou em quadra querendo 200%, jogando 200% e a cada bola atuando como se fosse o último ponto da final - afirmou.

Talvez alguns números definam ainda melhor o ciclo olímpico da dupla brasileira. No Circuito Mundial disputaram juntas 24 etapas, com 13 ouros, 2 pratas e 1 bronze (16 medalhas). 154 jogos com 138 vitórias. Somando outras competições, são 236 partidas, com 2014 triunfos.

Agora, faltando pouco mais de três semanas para a Rio-2016, a dupla não disputará mais nenhum torneio de preparação. A comissão técnica liderada por Reis Castro abriu mão da etapa de Klagenfurt, na Áustria, na próxima semana. O time voltará para o Brasil, com alguns dias de folga e depois treinos em Saquarema e na Urca.

* O editor viaja a convite da FIVB

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