Confederação Brasileira de Basquete afirma que quer renovar contrato de Rubén Magnano

Sob o comando do argentino Rubén Magnano, a Seleção Brasileira masculina de basquete disputa a partir de agosto a Olimpíada do Rio de Janeiro. O treinador, porém, não sabe o que fará depois dos Jogos. Isso porque, até o momento, não foi procurado para renovar seu contrato.

No Brasil desde 2010, o técnico alcançou bons resultados com a equipe, como a classificação para a Olimpíada de Londres (ING), em 2012, que não acontecia desde 1996, o quinto lugar nos Jogos, e o sexto na Copa do Mundo da Espanha, em 2014. Ao LANCE!, Magnano disse que segue em dúvidas sobre seu futuro.

- Meu futuro, hoje, é incerto ainda. Tive, tenho e terei até o dia 25 de agosto para definir. Quero focar 100% no trabalho com a Seleção. Depois de agosto, falamos. Por hoje, não tive nenhuma proposta para seguir como treinador do Brasil. Claro que, se ela vier, tenho de avaliar quais seriam as circunstâncias objetivas de trabalho. Felizmente posso tomar um tempo para avaliar essas situações - comentou o argentino, que afirmou ter recebido propostas de outros times nesse período:

- Tive clubes que queriam que eu os treinasse na próxima temporada, e não atendi ninguém. Equipes da Argentina. Não falei com ninguém porque estaria pensando em contratações e no que faria, e isso seria uma falta de respeito total ao trabalho na Seleção.

Em entrevista ao LANCE!, O presidente da Confederação Brasileira de Basquete (CBB), Carlos Nunes, afirmou que a demora na discussão contratual é proposital, a fim de que a equipe não perca o foco dos Jogos Olímpicos do Rio.

- Acertamos que vamos conversar com ele (Magnano) apenas depois da Olimpíada, para não perder o foco dos jogos. Claro que queremos que ele renove, mas ainda não acertamos valores ou cláusulas. Tão logo termine a Rio-2016 iremos conversar sobre isso - afirmou Nunes.

Porém, manter o treinador argentino no comando da Seleção, caso isso venha a acontecer, não será tão simples. Magnano disse que precisa de garantias de que conseguirá seguir evoluindo o basquete brasileiro.

Com a Argentina, o técnico foi campeão olímpico em Atenas (GRE), em 2004, e deseja implantar a mesma filosofia de basquete no Brasil, como manter duas Seleções permanentes e trabalhar com atletas mais jovens, para ter chances de medalhas no futuro.

- Teria que ver cláusulas importantes, que não tem nada a ver com questões contratuais ou de salário. E sim com o desenvolvimento de basquete e trabalho. Aí analisaria. Se não tenho possibilidade de fazer coisas claras e importantes, não adianta, não dá para ficar - completou o argentino.

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