André aposta na psicologia para superar vaias, lesão e banco no Corinthians

  • Adriano Vizoni/Folhapress

"A torcida do Corinthians sempre se caracterizou por apoiar. E, confesso, essas situações (de vaias) têm me surpreendido", lamentou Tite, o então técnico do Corinthians, quando o atacante André saiu de campo na primeira rodada do Brasileirão sob vaias da torcida.

O tempo passou. Tite se mandou para a Seleção Brasileira, Cristóvão Borges assumiu, André passou por uma cirurgia de hérnia, se recuperou, voltou a treinar, ficou no banco contra o São Paulo e neste sábado enfim voltará a ser titular, às 16h, contra o Figueirense. É a primeira vez desde a partida contra o Grêmio, a primeira vez desde as vaias. Emocionalmente, o camisa 9 está preparado para o desafio de encarar Itaquera de novo.

As pressões do futebol levaram André a procurar apoio da psicologia esportiva há muitos anos, mas desde que ele se reencontrou com o bom futebol (na época da passagem pelo Sport, mais ou menos), as visitas ficaram cada vez mais raras. No Corinthians, porém, o peso voltou e novas críticas foram encaradas. Erro de pênalti decisivo nas oitavas de final da Libertadores, seca de gols, vaias, reserva, lesão: tudo isso levou André de volta ao divã. Além da psicóloga, André foi apoiado por profissionais da comissão técnica, se aproximou de companheiros de time (especialmente Elias, agora amigo inseparável) e recebeu incentivo do técnico, que o vê como titular do time.

"Estamos muito contentes que ele está voltando. Ele é um jogador de referência, teve um problema, mas agora contamos com ele. Vamos passar muita confiança a ele", explicou o treinador corintiano, nesta sexta-feira.

Apoiado por profissionais e companheiros, André terá uma chance valiosa de recomeçar sua história no Corinthians a partir deste sábado. Ele já venceu a disputa por posição com Luciano e Danilo, e em breve Alexandre Pato poderá ser utilizado em sua função. Para evitar a perda de espaço e ajudar o Corinthians a virar líder do Brasileirão, o camisa 9 volta ao palco onde foi vaiado, mas também ao palco em que marcou quatro de seus únicos seis gols. Vem mais?

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