Doping de russos deixa brasileiro do peso com fé em medalha inédita

Principal nome do levantamento de peso do Brasil, o paulista Fernando Reis admite que está mais otimista para conquistar um pódio inédito na categoria + 105 kg durante a Olimpíada Rio-2016. E o motivo para isso tem a ver com o escândalo de doping que abalou o esporte da Rússia desde o ano passado. O atual campeão mundial da categoria de Reis, o russo Aleksey Lovchev, foi suspenso em maio último e assim abre espaço para o brasileiro sonhar com uma medalha.

- Acho que aumentam sim as minhas chances sem a presença dele. Tem uma "janela favorável" aí que podemos aproveitar - afirmou o brasileiro nesta terça-feira, em conversa com os jornalistas na Zona Internacional da Vila dos Atletas.

Para Reis, Lovchev estava bem acima da curva em relação aos demais competidores de sua categoria, o que já seria um indicativo de que o russo poderia estar competindo com a ajuda de substâncias proibidas.

- Normalmente nessa nossa categoria a diferença de peso que conseguimos levantar é bem apertada, coisa de dois ou cinco quilos. Ele estava levantando 475 kg, enquanto todos estavam fazendo 460 kg, é muito acima da média - explicou o atleta brasileiro.

Lovchev, ao lado de outros três atletas, foi suspenso em maio pela federação russa de levantamento de peso por quatro anos, pelo uso da substância ipamorelin, durante o Campeonato Mundial de Houston (EUA), realizado no ano passado. Sem ele, a tarefa do brasileiro pode ter ficado facilitada.

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- Tenho evoluído a cada ano. A medalha no Mundial do ano passado escapou por muito pouco - disse Reis, que não está preocupado com a pressão de competir em seu próprio país.

- Para mim isso será uma vantagem ter a torcida ao meu lado. Não encaro como um problema a pressão - explicou.

Para buscar uma medalha, Fernando Reis precisará levantar (no total) algo em torno de 450 quilos. O georgiano Lasha Talakhadze, que herdou o título mundial do russo Lovchev, tem obtido marcas na casa dos 460 kg.

Recuperado de lesão

Fernando Reis também comemora o fato de estar totalmente recuperado de uma séria lesão no cotovelo direito, quando rompeu 50% do músculo lateral medial durante o evento-teste realizado no Riocentro, no mês de maio. O tablado cedeu, fazendo com que o brasileiro acabasse se machucando. Por sorte, não precisou passar por cirurgia.

- Se tivesse que operar estaria fora da Olimpíada. Foram três sessões diárias de fisioterapia, de duas horas cada uma, para que eu conseguisse me recuperar a tempo. Felizmente isso não atrapalhou minha preparação, o importante é ter a tranquilidade de superar os obstáculos

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