Corinthians alega falta de provas e arquiva denúncias de desvio na base

Quase três meses após o escândalo de desvio de dinheiro nas categorias de base do Corinthians se tornar público, a Comissão de Ética e Disciplina do Conselho Deliberativo do clube se reuniu na noite desta quarta-feira e decidiu inocentar os dirigentes e conselheiros alvos da denúncia, como publicou o portal UOL e confirmou a reportagem do L!. O caso não será levado adiante por "falta de provas consistentes", segundo a decisão de três conselheiros do clube.

A denúncia foi feita pelo empresário norte-americano Helmut Niki Apaza, que alega ter pago 60 mil dólares (pouco mais de R$ 200 mil nos valores da época) por 20% dos direitos econômicos de um jogador da base do Timão chamado Alyson Motta, de 16 anos. Além disso, ele ainda deu 50 mil dólares por uma carta de procuração do Timão nos Estados Unidos. Apesar do "investimento", a carta não tinha validade e a fatia dos direitos de Alyson não foi recebida. Em resumo: o agente diz ter sido enganado e que perdeu o dinheiro.

Apaza conduziu a negociação de Alyson com Fábio Barrozo, ex-gerente das categorias de base do clube, que deixou o cargo em abril, e o conselheiro Manoel Ramos Evangelista, conhecido como Mané da Carne, conselheiro vitalício e ex-assessor da presidência durante a gestão de Andrés Sanchez (entre 2007 e 2011). O empresário procurou o Corinthians em maio alegando ter sido passado para trás pela dupla, que teria ficado com o seu dinheiro, e o L! teve acesso à troca de mensagens entre Barrozo e Helmut Niki na qual são tratadas as formas de negociação.

Como Barrozo deixou o clube, o diretor de futebol amador do Corinthians, José Onofre de Souza, respondeu ao Conselho sobre as denúncias, assim como Mané da Carne e o diretor adjunto de futebol profissional do clube, Eduardo Ferreira, que teria assinado a carta de procuração ao empresário. Os três podiam ser advertidos, suspensos, demitidos e desempossados, mas a opção da comissão foi pelo arquivamento e isenção de culpa aos dirigentes. O documento é assinado por Sérgio Alvarenga, presidente da comissão de ética e um dos três votantes nesta decisão.

No fim de junho, Alyson entrou em acordo com o Corinthians e voltou a treinar junto com os garotos da categoria sub-17 após dois meses inativo.

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