Com poucas estrelas, Brasil é recepcionado com samba na Vila

Faltaram as grandes estrelas, é verdade, mas o Brasil entrou em alto estilo de forma oficial na Vila dos Atletas neste domingo, quando ocorreu a cerimônia de hasteamento de bandeiras na Zona Internacional. Com cerca de 50 atletas, muitos integrantes de comissões técnicas, dirigentes, políticos e até celebridades, como o comediante Fabio Porchat e o ator Rodrigo Lombardi, a cerimônia deu as boas-vindas à delegação, sendo encerrada em clima de carnaval, com muito samba.

- É muita emoção ver a bandeira brasileira ao lado da bandeira olímpica, em uma Olimpíada na nossa casa. É um momento pelo qual sonhamos por muitos anos - afirmou o presidente do COB (Comitê Olímpico do Brasil) e também do Comitê Rio-2016, Carlos Arthur Nuzman.

- É o momento onde o atleta que lutou por muitos anos, com sua equipe, lutou pela classificação, conseguiu seus índices, e o momento que ele ouve o hino brasileiro e olímpico, e ele está dentro da Vila Olímpica. É um sonho. O Brasil com essa delegação deve estar fazendo dois mil e poucos atletas ao longo dos anos nas Olimpíadas. É uma cerimônia grande, maior e que cada um passa a se sentir dentro dos Jogos Olímpicos - completou o dirigente.

A festa teve o desfalque das principais estrelas da equipe brasileira, como os ginastas Arthur Zanetti e Diego Hypólito, além das jogadoras da Seleção feminina de handebol, que estavam treinando. Compareceram à Zona Internacional da Vila dos Atletas representantes do hóquei sobre grama masculino, saltos ornamentais, handebol masculino, ginástica masculina (alguns atletas), tiro esportivo (sem o favorito à medalha Felipe Wu) e canoagem slalom, com a mineira Ana Sátila.

Após acompanharem a apresentação do corpo de bailarinos, que dançaram ao som de alguns dos principais sambas históricos e clássicos da MPB, como tem ocorrido com todas as cerimônias, a delegação do Brasil cantou o Hino Nacional enquanto a bandeira era hasteada. Após a gravação da primeira parte ter sido encerrada, os brasileiros seguiram cantando o hino à capela.

No final, em uma parte nova da cerimônia, os dançarinos transformaram a Zona Internacional em um mini baile de carnaval, quando começou a tocar o histórico samba-enredo "É Hoje", da União da Ilha, de 1982.

- Ouvir o hino nacional e o hino olímpico ao mesmo tempo já aceleram o coração da gente. Me chamaram para dançar, mas fiquei toda sem jeito - disse Tammy Takagi, que compete nos saltos ornamentais.

Receba notícias pelo Facebook Messenger

Quer receber notícias de esporte de graça pelo Facebook Messenger?
Clique aqui e siga as instruções.

UOL Cursos Online

Todos os cursos