'Bauza fez o possível diante das limitações. As próprias e as do time'

Não há satisfação do São Paulo com o trabalho de Edgardo Bauza. Há consciência de que os objetivos que eram possíveis foram alcançados nestes oito meses de trabalho. Assim como não há insatisfação com os números irregulares, a quantidade assustadora de derrotas (17 em 48 partidas) e o aproveitamento inferior a 50%.

O que Patón produziu de bom para o clube vai além de estatísticas frias. Valeram mais os jogos de mais caráter e luta em clássicos, mesmo com apenas uma vitória em seis oportunidades. Valeu mais o espírito copeiro mostrado na arrancada até a semifinal da Libertadores.

É curioso, mas essa campanha ótima e improvável no torneio sul-americano trouxe uma onda negativa para o trabalho de Bauza. Criou-se uma expectativa muito grande, proporcional ao tamanho da decepção. Com isso, esqueceu-se das limitações tremendas do elenco.

O grupo ganhou corpo, força física, briga... Mas é inegável que a qualidade técnica foi decaindo. Primeiro quando Pato, Luis Fabiano e Rogério Ceni saíram. Agora, com as baixas de PH Ganso, Calleri e Alan Kardec. Quando Patón lembra que o time não tem "jerarquia", tem razão. E esse poder de decisão é ainda mais essencial para quem tem tanta dificuldade para marcar gols.

E é aí que entram as limitações do próprio treinador. Há ordem, há entrega, mas há uma tendência a vícios. Sempre pelas laterais, sempre em busca do centroavante, mas quase nunca com mínima ousadia.

Receba notícias pelo Facebook Messenger

Quer receber notícias de esporte de graça pelo Facebook Messenger?
Clique aqui e siga as instruções.

UOL Cursos Online

Todos os cursos