Como o Corinthians superou incertezas e crises para ficar no topo

  • Jeferson Guareze/Agif

São dez vitórias, três empates e quatro derrotas, com 33 pontos somados, a melhor defesa e o terceiro melhor ataque do Brasileirão até o momento. Internamente e também diante da opinião pública, a campanha do Corinthians em 2016 é bem acima das expectativas: ao fim da 17ª rodada, o atual campeão é líder, desafiando prognósticos e desconfianças de toda parte. Não só isso... mas também perdas, reclamações, vaias e incertezas. "Casca grossa", o Timão agora é o time a ser batido neste ano.

Há uma semana, o técnico Cristóvão Borges deixou a Arena Corinthians vaiado após o empate contra o Figueirense. Mas as vaias foram o de menos na equipe que perdeu profissionais da comissão técnica e da diretoria, além de ter encarado reclamações de jogadores como Cássio e Guilherme e visto de perto uma estrela chegar e ser vendida sem nem jogar. Alexandre Pato, a estrela em questão, roubou manchetes por um mês, mas foi vendido ao Villarreal (ESP). Sem Pato, e também sem reforços, o Timão se reinventou com quem já tinha, alterou sua disposição tática e chegou à ponta após três vitórias seguidas como visitante no Brasileirão.

Além da questão tática, a escolha de peças feita por Cristóvão determinou importantes resultados - a vitória sobre o Internacional, por exemplo, saiu dos pés de Elias, que entrou na equipe justamente para este compromisso, na vaga de Rodriguinho. Antes, Romero foi peça-chave no início do treinador, com quatro gols e duas assitências em seis jogos - o paraguaio também foi "invenção" do novo comandante.

Bem fora de casa e regular nas últimas rodadas, o Corinthians ainda não despertou a confiança total de sua torcida na briga pelo título em 2016, mas chegou à liderança em momento semelhante do que ocorreu no ano passado, pouco antes do fim do primeiro turno. Há explicações racionais, mas o zagueiro Yago opta por uma expressão popular para explicar o Timão líder.

- Isso é Corinthians, velho.

VEJA ALGUMAS RAZÕES PARA O SUCESSO CORINTIANO NO BRASILEIRO:

Tática - Tite havia alterado uma vez, e Cristóvão já colocou marcas: no fim de semana, 4-4-2 era o esquema defensivo e 4-2-4 no momento de atacar. Esta nova estrutura exige mobilidade dos homens de ataque, e são constantes inversões de posicionamento entre Giovanni Augusto, Marquinhos Gabriel, Romero e até mesmo André. Esquema foi do 4-1-4-1 ao 4-2-3-1 e agora o 4-4-2.

Convicções - Treinador bancou suas decisões neste início de trabalho: Cássio titular no gol foi a mais impactante, mas Giovanni Augusto centralizado causou certa cautela, já que os números não foram positivos. Romero e Elias também foram opções dele.

Regularidade - Nos últimos sete jogos foram cinco vitórias e dois empates, um desempenho que os rivais diretos pela liderança deste Brasileirão não tiveram. Rivais oscilam e o Timão aproveita. O Palmeiras, por exemplo, venceu só um jogo nos últimos quatro, e perdeu a ponta da tabela.

Competitividade - Cristóvão dirigiu o Timão em quatro partidas fora de casa, e venceu três vezes. Resultados fizeram a equipe dar um salto na tabela após início com oscilações como visitante.

Receba notícias pelo Facebook Messenger

Quer receber notícias de esporte de graça pelo Facebook Messenger?
Clique aqui e siga as instruções.

UOL Cursos Online

Todos os cursos