Diretoria do São Paulo agradece Bauza e foca em substituto brasileiro

Com a confirmação da saída do técnico Edgardo Bauza, que vai dirigir a Argentina, o São Paulo já se movimenta para anunciar o substituto. A diretoria evita dar detalhes sobre o nome procurado, mas está inclinada por um profissional brasileiro. A contratação de um outro estrangeiro não está descartada, mas neste momento a cúpula entende que as circunstâncias impõem dificuldade para a chegada de um treinador que precisará novamente de tempo para se adaptar ao futebol brasileiro.

Nesta terça-feira, o diretor-executivo Gustavo Vieira de Oliveira falou sobre a saída de Bauza e a chegada de um novo profissional. O dirigente primeiramente tratou com "pesar" a perda do argentino para a seleção de seu país, mas se disse feliz por ele.

- É com pesar, mas também com satisfação por um técnico alcançar um objetivo pessoal. Fica aqui também nossa homenagem ao Patón, que sofremos juntos, mas também rimos nesses seis meses. Profissional que entregou toda sua competência e experiência ao São Paulo. Profissional que sempre manteve uma relação muito honesta com o São Paulo. Topou esse desafio conosco, e criamos uma relação muito profissional com ele. É um pesar, mas também feliz por uma pessoa querida - declarou Gustavo.

Sobre o substituto, Gustavo agiu de acordo com a postura que o São Paulo pretende adotar daqui para a frente. Nesta terça, os dirigentes se reuniram e decidiram que a ordem é manter o máximo de sigilo possível sobre o treinador escolhido. Houve acordo de não conceder entrevista à imprensa e falar o menos possível. A esperança, no entanto, é anunciar o treinador o mais rápido possível, inclusive até domingo, antes da partida contra o Santa Cruz. Na quinta, contra o Atlético-MG, Bauza segue no comando.

- Sobre possibilidade (de anunciar até domingo), ela existe. Mas vamos trabalhar e se não ocorrer, vamos trabalhar em cima disso também, com outras possibilidades - afirmou Gustavo.

Bauza se colocou à disposição para dirigir o time na quinta e a diretoria gostou da ideia para manter a continuidade do trabalho, ao invés de ter que expor outros profissionais, como o técnico André Jardine, do Sub-20, ou mesmo o auxiliar Pintado. A visão da direção é que o ex-volante está muito bem em sua função de apoio e poderia sofrer um desgaste caso assumisse o time.

Gustavo também não descartou um técnico estrangeiro e nem mesmo um que esteja empregado.

- Se a gente desenvolver o interesse em algum técnico empregado, vamos querer obedecer os critérios mais éticos, até pela relação que tivemos agora com o Patón e a AFA - declarou o dirigente, que falou em atender os anseios do torcedor:

- Nosso interesse sem dúvida era continuar o trabalho. Era um pouco do nosso dever entender a maturidade do trabalho. O amadurecimento que estamos nessas estratégias que podemos ter. E qual a postura que o treinador pode se encaixar com isso. É uma resposta um pouco mais abstrata, mas internamente já estamos no processo de filtragem. A saber o torcedor que especialmente todo o trabalho tem as premissas que pautaram a nossa condução nesse primeiro semestre. Se não foram totalmente vitoriosas, nos dão a segurança de que o caminho é bom. Desde o início, temos voltado todas as decisões para atender as expectativas da torcida, o que não quer dizer que nossas decisões seriam as que a torcida tomariam democraticamente, mas são baseadas em atendê-los.

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