Patrocinador rompe com Corinthians e 'some'; Clube busca novas parcerias

Administradora do site Winner Play, a empresa Winner decidiu romper seu contrato de patrocínio com o Corinthians nesta semana, e o vínculo que teria duração de três anos se prolongou por apenas sete meses. Assim, a partir da partida desta quarta-feira, contra o Atlético-PR, a região do ombro no uniforme de jogo do Timão e todas as outras propriedades da parceria em estádio, CT e na internet, estarão vazias, à espera de uma nova parceira. O site da Winner no Brasil está fora do ar no momento, e coube ao Corinthians anunciar o rompimento do acordo.

"O Sport Club Corinthians Paulista informa que não tem mais a Winner como um de seus patrocinadores. O Timão agradece o apoio da empresa em parte da temporada 2016 e reafirma o compromisso de continuar na busca por novos parceiros e receitas", informou o clube por meio de nota oficial publicada nesta terça-feira.

No exterior, a Winner funciona como um site de apostas esportivas, mas o segmento é proibido no Brasil. Para entrar no mercado nacional, a empresa apostou em uma plataforma de palpites gratuitos que renderiam prêmios aos mais bem colocados. Para aumentar sua visibilidade neste novo mercado, a empresa fechou contrato de R$ 20 milhões para patrocinar o Corinthians por três anos (cerca de R$ 7 milhões por temporada). Entretanto, os resultados da Winner no Brasil não foram favoráveis e o contrato foi desfeito.

A empresa já havia pago, no início do contrato, o equivalente aos seis primeiros meses do contrato - havia uma prerrogativa de que as condições da empresa seriam revistas semestralmente. Assim, além dos cerca de R$ 3,5 milhões imediatos, o Corinthians também embolsou a multa rescisória do contrato de patrocínio, e agora tem um novo espaço de seu uniforme livre para anunciantes.

Sem a Winner, o Corinthians segue com a Caixa (R$ 30 milhões, no peito), Special Dog (R$ 3 milhões, no calção) e Tim (R$ 4 milhões, nos números da camisa). O clube busca acordos para o ombro (expectativa de R$ 7 milhões anuais), parte superior das costas (R$ 12 milhões), barra inferior traseira (R$ 6 milhões) e as mangas da camisa (R$ 12 milhões). O clube espera comercializar todos os espaços e assim atingir uma arrecadação anual superior a R$ 70 milhões só com as propriedades do uniforme.

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