'Torçam para Sarah, mas torçam por mim também', pede judoca brasileira naturalizada guineense

Após passar pela frustração de perder a vaga olímpica para Sarah Menezes nos Jogos de Pequim-2008, Taciana Lima traçou como alvo descobrir o paradeiro do pai biológico, que ainda não conhecia, na Guiné-Bissau. Ao atingir seu objetivo de estabelecer contato com ele, veio então a naturalização e hoje é uma das cinco representantes do país africano para a disputa da Olimpíada do Rio de Janeiro.

- Eu nunca quis saber, foi realmente depois dessa seletiva que eu perguntei para minha mãe, sabia que ele não era brasileiro, mas não fazia ideia da nacionalidade - disse, em entrevista à TV Record, a judoca, que desde os seus 15 anos de idade acumulava conquistas internacionais pelo Brasil, o que não a impediu de buscar o sonho olímpico em outro país.

Sem ter nenhuma outra informação além do nome do pai, Taciana realizou uma busca na internet e, para sua surpresa, descobriu que ele foi ministro da Pesca de Guiné-Bissau. Nos anos 80, Óscar Baldé havia se envolvido com sua mãe no Brasil, mas voltou ao país de origem em 1993.

- Eu realmente me sinto uma guineense, demorei para descobrir uma parte das minhas origens e é muito gratificante. Meus amigos brincam que eu sou rainha da Guiné, mas é muito legal. Estou dentro do carro e a polícia fala: 'pode passar, nossa atleta' - brinca Taciana, que não hesiou em fazer um pedido para a nação brasileira:

- Torçam para Sarah, mas torçam por mim também.

A entrevista com Taciana Lima irá ao ar nesta quarta-feira, às 21:30h no Jornal da Record.

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