Bauza diz que continuará ajudando São Paulo a contratar reforços

O técnico Edgardo Bauza se despediu do São Paulo nesta quinta-feira, após a derrota de 2 a 1 para o Atlético-MG, no Morumbi. No entanto, o argentino, que assumirá a seleção de seu país, disse que continuará auxiliando a diretoria na busca por reforços. Ele falou isso no fim da resposta para a pergunta sobre qual nota daria para seu trabalho.

- É difícil qualificar isso. Quando cheguei e começamos o trabalho, havia visto várias partidas anteriormente e começamos tentando criar ordem. Uma vez que a ordem se estabeleceu, pudemos dar mais crescimento e dar lugar a jogadores para aumentar o crescimento dele. Kelvin é um exemplo. Via no Palmeiras e gostava, mas começamos pela esquerda e depois o fizemos render na direita. Ganso falavam que não corria e não fazia gols, mas se transformou em um jogador vital para o time. Assim teve a chance de ir à Europa e voltar à Seleção Brasileira. Demos a possibilidade a Calleri de receber muitas bolas e se transformar em goleador. Agora há jovens crescendo e o trabalho da diretoria. Saio, mas sigo trabalhando para que cheguem jogadores de hierarquia aqui - afirmou Patón.

O treinador se colocou à disposição para ajudar seu sucessor, que ainda não foi escolhido pela diretoria do São Paulo.

- O técnico que vier poderá ver no dia a dia o trabalho que deixamos. Com isso ele poderá analisar e continuar da forma que preferir. Se precisar conversar com o escolhido, vou contar o que passou, o que foi importante e minha opinião de cada atleta para que ele tenha uma base para começar. Quanto mais dados você dá a quem chega é melhor. A ideia é essa - afirmou Bauza.

Bauza deixa o São Paulo com números ruins: foram 18 vitórias, 18 derrotas e 13 empates. Mas ele destacou o espírito que deu ao time como ponto alto de seu trabalho.

- Falei isso com a diretoria antes de assinar e essa era a primeira missão. Com isso começamos o trabalho. São Paulo tem obrigação pela história de ser protagonista sempre. Fomos irregulares no início, começamos a Libertadores mal, mas eu dizia que estávamos no caminho. E fomos encontrando o time. Com o tempo e a disposição dos atletas, encontramos isso. Essa identidade foi encontrada, como hoje mostraram. Eles deixam tudo no campo. Tivemos cinco baixas nas últimas semanas, todas no ataque, e isso nos afetou. A diretoria sabe e está trabalhando para somar jogadores de hierarquia. Vou conformado, porque o primeiro objetivo foi alcançado. O outro técnico dará sua forma, mas já tem uma base para trabalhar e isso é o que me deixa tranquilo e seguro. Com dois ou três jogadores que faltam chegar, vão recuperar a boa equipe que tínhamos - analisou Bauza.

O treinador também falou de outros assuntos. Confira a coletiva de despedida do Patón.

Balanço do jogo

"Fizemos uma boa partida, principalmente no segundo tempo. Tivemos e mantivemos uma intensidade muito alta, que obrigou o rival a se defender com todo o time. Deixamos a equipe mais ofensiva com as mudanças, mas não tivemos a sorte de definir as oportunidades claras criadas. Não jogamos para perder, mas é o futebol. Erramos apenas no segundo gol deles e isso nos custou tudo".

O que levará do Brasil?

"O futebol brasileiro é difícil pela quantidade de jogos, com pouco tempo de recuperação. Os atletas são submetidos a uma carga muito elevada que não pode ser sustentada. É um atentado aos técnicos e aos atletas, mas é assim. Quando chegamos ao São Paulo, viemos com a ideia de que a equipe teria que ganhar uma identidade".

Apostaria em outro estrangeiro?

"É difícil. Não estou participando disso, mas sei que a diretoria está trabalhando e muito para encontrar este técnico. É muito difícil dizer se tem que ser estrangeiro ou brasileiro. O que falamos é que precisa ser alguém que aproveite esse trabalho que deixamos e agregue o que queira, mas que aproveite essa identidade que deixamos".

Agradecimento

"Aproveito esta coletiva para agradecer a torcida que me apoiou o tempo todo, que voltou a ir ao estádio e que confia que o time seguirá bem. À imprensa, que me tratou com respeito. Foi um período que serviu muito para mim e que me levou a essa tremenda responsabilidade de dirigir meu país".

Por que não ganha em casa?

"É difícil. Saíram Ganso e Calleri. Pense quantos gols saíram por eles? Essa é uma resposta. Os suplentes imediatos deles também saíram, Kardec e Rogério. Ytalo chegou e teve uma lesão até o fim do ano. A diretoria está trabalhando muito para compensar isso, mas não é fácil. Os que saíram foram fundamentais e não contar com eles, sem dúvida, nos prejudicou. Hoje, se tivéssemos essa efetividade deles, não perderíamos. Futebol não tem merecimento. Se faz ou não os gols".

Precisa reforçar para subir na tabela?

"A resposta eu não tenho. Diria que quanto mais hierarquia, mais possibilidades. Isso em qualquer profissão. Sei que a diretoria está buscando e se os nomes que procuram chegarem, vão ficar muito bem. Aproveitando a base que tem, pode vir a ser um time com mais chances. Hoje jogamos com um time que pode ser campeão e não houve tanta diferença. O que quero dizer com isso é que não estamos longe. Foram sete partidas com times alternativos por causa da Libertadores e nos prejudicamos. Se contratarem o que pensam, vão voltar a esse nível".

Como será a Argentina de Bauza?

"Difícil identificar. Há muito o que trabalhar. Amanhã chego para ser apresentado e tenho que compor todo o corpo técnico, mesmo levando Di Leo e Militano. A ideia, pela história e hierarquia dos jogadores, é ter uma equipe protagonista que assuma isso e ganhe as partidas sempre por esse peso. Falta trabalhar e o tempo é pouco. Amanhã vamos começar esse outro problema".

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