'Esse é um dos melhores momentos da minha vida', afirma Diego Hypolito

Controlar o nervosismo é algo fundamental para qualquer atleta. Para Diego Hypolito, porém, as lembranças eram as coisas que mais atrapalhavam. Em Pequim (CHN), em 2008, e Londres (ING), em 2012, nas duas vezes que foi ao salto, caiu. No Rio de Janeiro, primeira vez que subiu em um tablado olímpico desde então, ele voltou a chorar. Mas dessa vez de alegria.

Na qualificatória masculina, o brasileiro foi o último a se apresentar no solo na primeira divisão de equipes. Com uma apresentação impecável, o ginasta cravou a nota de 15.500, segunda melhor da manhã, atrás apenas do japonês Kohei Uchimura, com 15,533.

Assim que encerrou sua apresentação, Hypolito ergueu os braços ao céu e gritou: "Obrigado, meu Deus". Desse momento em diante, foi questão de segundos até que o brasileiro irrompesse em lágrimas. A equipe do país foi diretamente abraçá-lo, assim como o treinador Marcos Goto. Chorando muito, Diego aguardou sua nota e, assim que a viu, chorou ainda mais, simplesmente por saber que, em uma final, aquilo possivelmente o colocaria no pódio.

- Aquele choro veio porque foram 12 anos de trabalho. No começo da minha carreira, ganhava Mundiais, Copas do Mundo, sempre ouro, ouro e ouro. Quando caí em Pequim, tive de me reerguer como pessoa. O ouro passou a não ser tão importante. Em Londres, caí novamente, e de cara. É muito difícil enfrentar duas quedas olímpicas e se propor a dar a cara à tapa de novo. Você representa uma nação, que sofre, tem problemas, passa por dificuldades, e não sou apenas eu no tablado, é a nação inteira - disse Hypolito.

O resultado ainda não o garante na final, visto que outros dois grupos iriam se apresentar nessa tarde, porém, desbancar o desempenho do brasileiro é uma árdua tarefa.

Mas o que mudou na confiança de Diego Hypolito? Bom, a resposta pode ser tão curiosa. Na última sexta-feira, na Vila Olímpica, o ginasta encontrou com um de seus ídolos, Bernardinho, técnico da Seleção masculina de vôlei, e ouviu conselhos do campeão olímpico, assim como de Athur Zanetti e Marcos Goto.

- O Bernardinho conversou comigo e isso fez toda a diferença. Ele me mostrou vivências, e foi uma conversa casual, na Vila Olímpica. Isso me ajudou a ter confiança. Ele é um campeão. Um herói. Eu precisava escutar um incentivo, e não foi apenas o Bernardinho, foi o Marcos Goto e o Arthur Zanetti também. Muitas vezes achamos que a Olimpíada é um bicho de sete cabeças, e não é.

Questionado sobre o momento que viveu na manhã deste sábado, em que não conteve as lágrimas e, consequentemente, emocionou a Arena Olímpica do Rio de Janeiro, Diego Hypolito foi sucinto:

- Vou guardar para sempre. Está entre os cinco melhores dias da minha vida.

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