Os muitos problemas da Praça de Alimentação do Parque Olímpico

Depois de atenuar neste sábado à tarde os problemas ocorridos na parte da manhã com as filas gigantescas e demoradas na entrada do Parque Olímpico , a Rio 2016 tem mais um problema para solucionar no local. Agora o foco precisará ser voltado para o que foi a maior reclamação neste primeiro dia de eventos dos Jogos: o caos na Praça de Alimentação.

Foi uma unanimidade. Todos os os torcedores procurados pela reportagem do LANCE! reclamaram da imensa dificuldade para comprar os produtos no complexo. A crítica foi tanto pela demora nas filas quanto pela falta de informações.

- Entrei num setor de caixas que estava colada aos restaurantes fast food. Depois de uns minutos soube que eram caixas para os ingressos e não para alimentação. Não daria para colocar uma informação clara para nós? - reclamou o gaúcho Roberto, com a camisa do Grêmio.

A confusão não parava ali. Na frente de cada restaurante tem uma grande tabela de preços e, logo em seguida, o que parece o início de uma fila, até com divisórias. Só que não é para o caixa. Mas para quem já fizeram o pedido. Aliás, com apenas um caixa por restaurante, o artifício foi usar caixas-ambulantes que perambulavam pelo parque usando maquininhas de crédito. Quando eles apareciam, logo se formava uma fila de 20, 50, 100 pessoas. Às vezes longe do restaurante. Só que as tais maquininhas davam problema a cada operação e os desesperados funcionários largavam suas filas e sumiam para tentar solucionar o problema com algum supervisor que nunca estava por perto. O resultado: várias filas de pessoas irritadas e no meio do nada.

- O restaurante na Arena do Tênis não funciona e tive de vir aqui na praça. Mas só tem um caixa que fechou e que reabre depois de uma troca de turno que demora meia hora. Aí eles colocam caixas-volantes que estão com maquininhas que não funcionam. Já perdi parte de um dos jogos de tênis - reclamou a estudante Laura Neves.

- Fui ver esgrima com meu filho e depois de uma hora na fila para comprar um sanduíche chega a minha vez e me falam que só tem biscoito de polvilho - é preciso melhorar esse atendimento, trata-se de um evento de grande magnitude. Não pode ter falhas assim - disse o engenheiro Guilherme Pinto.

A empresária Daniele Coelho, que levou o filho João Gabriel para ver os jogos do handebol feminino reclamou de outro vacilo:

- Felizmente o restaurante dentro da nossa Arena estava funcionando. Mas fiz uma compra de uma porção de pão de queijo que demorou muito para ser entregue e afetou que eu acompanhasse o segundo jogo.

O engenheiro Leonardo de Lima, que teve um passe livre apenas para o Parque Olímpico elogiou tudo o que viu, mas fez cara feia quando perguntado sobre a Praça de Alimentação.

- Na hora que fui almoçar, faltou luz em metade da área da alimentação. Com isso, grande parte dos restaurantes ficaram sem forno elétrico e sobrecarregou o lado que tinha iluminação. Todos foram para lá e ficou inviável esperar o atendimento. Resolvi matar a fome comendo sorvete. Cheguei meio dia, estamos no fim da tarde e ainda não me alimentei.

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