Área de alimentação do Parque Olímpico passa pela prova de fogo

A Comissão de Crise da Rio-2016 ficou reunida até 4h da manhã deste domingo buscando soluções para acabar com o problema da demora no atendimento do torcedor no Parque de Alimentação, que foi, ao lado das longas filas para a entrada, o calcanhar de Aquiles no primeiro dia dos Jogos. E o resultado para o torcedor neste domingo foi positivo.

Foram tomadas 12 medidas - as principais: a colocação de 100 funcionários do correio na logística de entrega de comidas e bebidas; o cancelamento de parte dos produtos quentes; e o aumento da banda de internet nas máquinas de cartão de crédito - que diminuíram muito os problemas.

- No sábado, não consegui comprar nada e saí com fome. Hoje vi maior numero de funcionários e rapidez nos caixas dos restaurantes. Fiquei 50 minutos para pagar e meia hora para ser atendido. Desta vez, fiz tudo isso em dez minutos.

Os atendentes, que sofreram com a ira dos torcedores no sábado, estavam aliviados.

- Consegui terminar o meu turno sem ouvir reclamação. Só um ou outro problema na máquina do cartão de crédito, mas temos o suporte técnico circulando. Está muito melhor - disse uma funcionária da concessionária que cuida dos restaurantes, escalada como caixa-volante e que não quis dizer o nome.

Ao lado dela, Paulo Sérgio, que trabalha na informática do Parque de Alimentação, explicava:

- Aumentou a banda da internet. Não vamos ter mais lentidão na hora da venda.

Nos restaurantes, o número de caixas fixos aumentou em pelo menos 50%. Além disso, os produtos eram entregues num prazo razoável, sendo que aqueles que demandavam maior tempo de espera foram descartados.

- Foi abortado o pão de queijo e sanduíche vegano. Está mais simples - disse uma atendente.

A reportagem do L! fez o teste. Um salgado comprado com uma caixa-volante que tinha a maior fila e pego no restaurante próximo às arenas do tênis: 12 minutos. Uma bebida comprada em dinheiro no caixa fixo (dinheiro apenas nos caisas dentro dos restaurantes): oito minutos. Açaí num carrinho ambulante, dois minutos.

O torcedor aplaude. Carlos Federich, que acompanhou a manhã da natação ao lado da esposa Fátima e do filho Otto disse que tudo funcionou perfeitamente.

- Tirando o vendaval que assustou um pouco, dou nota 10 nas Arenas e em todo o parque. Compramos nos restaurantes, o atendimento foi bom. Se ficar assim até o fim dos Jogos os torcedores sairão daqui com uma ótima impressão - disse Carlos, que só lamentou não encontrar a loja oficial aberta. A megastore permaneceu fechada durante toda a tarde para que fosse feita uma vistoria em suas instalações, já que havia o risco de algum comprometimento na estrutura por causa dos fortes ventos da manhã, que também resultaram no cancelamento das baterias de ciclismo.

Para o diretor-executivo de comunicação do comitê organizador da Rio-2016 Mario Andrada, que considerava a hora do almoço como a prova de fogo do esquema emergencial, a estratégia era eliminar o problema a qualquer custo e que novas medidas poderão ser tomadas.

- Agimos nos gargalos com uma ação imediata e vamos analisar na noite deste domingo os resultados. Se sentirmos que ainda há problemas, entraremos com novas ações, novos fornecedores, food trucks para que o público fique bem alimentado e com bastante água. Não somente no Parque Olímpico como em todas as Arenas há esquema de reserva, inclusive para distribuição de água gratuita se tiver fila ou acesso às concessionarias forem complicadas para o público Mas já vimos ótimos progressos neste item que está na nossa lista de prioridade ao lado da segurança segurança - disse Andrada.

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