O melhor do dia 1: Brasil tem prata, zebras no topo do quadro e recordes são 'trucidados' nas piscinas

O primeiro dia oficial de Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro trouxe um desafio a quem quis acompanhá-lo: a todo momento algum esporte trazia um momento, uma história especial. Do começo da manhã ao final do dia de competições, já na madrugada de domingo, algo diferente, único ocorria. Para que esse dia não seja esquecido, e para que o fanático por esportes já comece o domingo "aquecido", o LANCE! resume o primeiro dia olímpico da história realizado em solo brasileiro.

Bala de prata

?A grande história brasileira do dia foi a incrível medalha de prata conquistada por Felipe Wu no tiro esportivo, na pistola de 10 m. Wu começou a competição quieto, na parte de baixo da classificação. Foi subindo durante o dia, trazendo com ele a torcida, que transformou o pequeno palco do esporte de silencioso em "bagunçado". E foi nesse clima brasileiro que Wu levou a prata na final. E teve a chance de comemorar em local especial, com torcida especial.

Zebras no topo

?O Brasil deixa o primeiro dia só com uma medalha (menos do que as três conquistadas em Londres no dia inicial), mas não foi o único país que ficou abaixo do esperado. Estados Unidos e China liderarão, muito provavelmente, o quadro de medalhas ao fim dos Jogos. Mas, no sábado, Austrália e Hungria pegaram o n°1, com dois ouros cada. E com recordes 'trucidados' na piscina: para os australianos, no revezamento 4x100 m feminino, com a marca de 3m30s65, mais de dois segundos abaixo da anterior. Para os húngaros, a "Dama de Ferro" Katinka Hosszu venceu os 400 m medley 4m26s36, dois segundos abaixo do recorde anterior - e chegando a nadar cinco abaixo durante a prova. Os EUA fecharam o dia com um ouro, no tiro, enquanto a China não chegou ao topo do pódio.

Engenhão em festa

No final da noite, a última participação brasileira no dia foi com show: as meninas da seleção de futebol, com Marta comandando o espetáculo, golearam a Suécia por 5 a 1 em um Engenhão lotado. A classificação para as quartas veio por antecipação!

Esportes coletivos

O Brasil variou em suas estreias nas competições em equipe. Por exemplo, foi eliminado logo na primeira rodada do tiro com arco, levou de 7 a 0 da Espanha no primeiro jogo do país na história dos jogos no Hóquei sobre a grama e, mesmo liderando por três quartos, acabou perdendo para a Austrália no basquete feminino. Além disso, as meninas do rugby perderam seus dois jogos por placares elásticos.

Mas houve o lado positivo: no pólo aquático masculino, vitória por 8 a 7 sobre a Austrália. No vôlei, as meninas treinadas por Zé Roberto bateram Camarões, mas já estão ligadas na evolução que precisarão ter para ir longe. E na ginástica, a equipe masculina estará na final de segunda-feira - ajudando a bater o recorde de finais alcançadas.

Ginástica

O esporte, porém, viu a cena mais triste do dia: a lesão do francês Samir Ait Said. Durante prova classificatória do salto sobre a mesa, ele aterrissou de mau jeito e quebrou a perna, com fratura exposta.

Basquete masculino

Os Estados Unidos chegaram: o time formado pelos astros da NBA humilhou a China, com vitória por 57 pontos de diferença: 119 a 62. Kevin Durant foi o cestinha com 25 pontos, liderando o que deve ter sido o primeiro capítulo de um longo espetáculo.

Problemas

?Mas claro que nem tudo poderia ser perfeito no Rio: algumas situações chamaram a atenção de maneira negativa. O problema de falta de comida em alguns eventos e o caos na praça de alimentação são exemplos.

Argentina tem ouro

O primeiro ouro de Jogos Olímpicos disputados na América do Sul não saiu para os donos da casa; e sim para a Argentina, com a judoca Paula Pareto. Ela também se tornou a primeira mulher do país vizinho a conquistar uma medalha individual.

Boxe e esgrima surpreendem

Duas modalidades nas quais o Brasil ?pouco tem tradição apareceram bem no primeiro dia: na modalidade espada, Nathalie Moellhausen alcançou as quartas de final, melhor posição da história do Brasil na modalidade. No boxe, duas vitórias que valem ser mencionadas: a primeira nos pesos-pesados, com Juan Nogueira, que fez o país voltar a disputar a categoria após 68 anos; a segunda com Michel Borges, no meio-pesado. Ele, que mora na favela do Vidigal, no Rio, ganhou de um dos três lutadores profissionais que disputam os Jogos, o camaronês Hassan N'Dam.

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