Botafogo tenta, na Justiça, ter acesso a dinheiro destinado ao Profut

O Botafogo tem um montante estimado em R$ 17 milhões retido pela Procuradoria Geral da Fazenda Nacional (PGFN). Esse valor, que seria destinado para o pagamento de parcelas do Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro, o Profut, está travado, e o clube, impedido de utilizá-lo para a amortização da dívida milionária que possui com a União. Por alegar que a PGFN não responde aos contatos oficiais tentados, o departamento jurídico vai entrar na justiça contra o órgão. 

Um advogado tributarista já foi contatado para resolver o impasse, que impossibilita o Botafogo, há seis meses, de utilizar o dinheiro retido para pagar as parcelas de R$ 450 mil relativas ao Profut. O presidente Carlos Eduardo Pereira afirma que o objetivo do clube é poder utilizar o dinheiro retido para o pagamento. Desde o início do ano, já foram pagos R$ 3 milhões.

"Não temos nenhuma ilusão de usar esse dinheiro para outro fim. A questão é que precisamos utilizar valores que já têm outras finalidades. Estes valores, sim, poderiam estar sendo investidos no futebol, por exemplo", analisa o dirigente alvinegro.

O Profut é o programa de refinanciamento das dívidas públicas dos grandes clubes, ao qual o Botafogo aderiu e optou por quitar a dívida em 20 anos. A obrigação em quitar de maneira parcelada e, em tese, suave as parcelas da dívida com a União tem como contrapartida a diminuição do valor total do débito de cada instituição.

O clube de General Severiano tem a maior dívida do futebol brasileiro. Só em relação às dívidas públicas, após quase R$ 130 milhões descontados, são aproximadamente R$ 730 milhões a quitar.

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