Rio-2016 tenta derrubar decisão que veta repasse de dinheiro público

O Rio-2016 entrará na manhã desta segunda-feira com um recurso para derrubar a liminar que a Justiça Federal concedeu na última sexta-feira proibindo o repasse de dinheiro público do governo federal e da prefeitura para o comitê organizador dos Jogos.

- Não podemos falar sobre o assunto antes de os juízes analisarem o nosso pedido para não parecer que queremos influenciar uma decisão soberana. Por isso, a melhor coisa nesta hora é esperar para ver se tem apelo ou não - disse Mario Andrada e Silva, diretor de comunicação da Rio-2016.

A liminar foi pedida pelo Ministério Público depois que o ministro Eliseu Padilha, da Casa Civil disse que injetaria 120 milhões na Rio-2016 e que a prefeitura colocaria outros R$ 150 milhões para que fosse coberto o déficit olímpico.

No despacho, a Justiça determinou que a proibição estaria revogada desde que a Rio-2016 divulgasse publicamente as receitas e despesas com os Jogos, o que ainda não aconteceu.

- Temos compromisso de transparência, cortamos custos e sempre mostramos nossos balanços e vamos apresentar argumentos na corte, fazer o apelo e discutir com os juízes envolvidos antes de seguir conversando. Só não podemos adiantar nada na imprensa - disse Andrada, acrescentando que a Rio-2016 fez várias adequações dos seus gastos:

- Cortamos o número de voluntários em 50% , pois projetamos 100 mil e faremos os Jogos Olímpicos e Paralímpicos com 50 mil, o que diminuiu o custo com transporte, alimentação e uniformes. Não colocamos tevês nos quartos dos atletas, deixando apenas nas salas dos apartamentos, cortamos números de impressoras e outros aparelhos, otimizando custos, o look dos Jogos foram minimizados.

Paralimpíadas

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Há a possibilidade das Paralimpíadas terem algum tipo de prejuízo se os recursos não entrarem nesta semana. Afinal, parte do repasse para os comitês não foram feitos e, se não ocorrer depósito até a próxima sexta-feira, os países que necessitam deste recurso não enviarão representantes.

- Estamos em contato com o Comitê Internacional Paralímpico (IPC) e com o Brasileiro (CPB). Sabemos o que temos de fazer e certamente faremos o necessário - disse Mário.

O necessário provavelmente será novo corte de custos e a possibilidade de entrada de novos patrocinadores.

- Não há a intensão ou vontade de comprometer a experiência paralímpica, tanto que nenhuma prova será retirada do programa. Estamos com boas conversas com patrocinadores e o sucesso dos Jogos Olímpicos ajudará e fecharemos novos contratos - disse Mario Andrada.

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