Discreto, novo campeão olímpico exalta tranquilidade em salto do ouro

O jeitão tranquilo e sossegado foi a principal arma para o brasileiro Thiago Braz desbancar o então campeão olímpico e ainda recordista mundial, o francês Renaud Lavillenie na emocionante prova do salto com vara nesta segunda-feira, no Estádio Olímpico do Engenhão, quando conseguiu um incrível salto de 6m03, bateu o recorde olímpico e conquistou a medalha de ouro na Rio-2016.

- Foi fundamental (estar calmo). Tenho certeza que durante minha carreira aprendi a ter fé, que tudo ia dar certo. E tenho realizado muita coisa, de concentração, trabalho assim. É especial. Eu trabalho quietinho, é meu jeito - disse Braz, em entrevista ao canal Sportv ao final da prova.

Uma calma com boa dose de ousadia também, diga-se de passagem. Isso ficou claro quando o brasileiro resolveu arriscar tudo, após Lavillenie ter passado por 5m98. Antes de fazer seu salto, o brasileiro decidiu subir a marca para 6m03.

- Foi engraçado, porque quando eu ia salta, ele passou em 5m98. Aí resolvi passar e subir o sarrafo. Na hora, não tentei pensar em nada, só em completar o salto, sem distração, sem ver o público. E foi alto, que salto bonito - descreveu o brasileiro, que não se sentiu pressionado na disputa.

- Achei que a torcida em casa ia me pressionar. Mas quando chegou a prova senti que estava todo mundo a favor. Foi muito interessante para mim. Gostaria de agradecer o carinho de todo mundo, foi muito emocionante o que fizeram. Eles viram que eu queria ser raçudo. Eles vão se contentar com o que fiz hoje.

Lavillenie reclama das vaias

Irritado com as vaias que recebeu da torcida que estava no Engenhão, o francês Renaud Lavillenie se disse decepcionado com a atitude da torcida brasileira.

- Sabe, foi uma batalha intensa, uma da mais belas de minha carreira. Foi difícil saltar com as vaias. Eu entendo que todo mundo estava com Thiago, e contra mim. Mas não é normal esse tipo de coisa no atletismo. Faltou respeito - reclamou, para depois completar, em tom de exagero,

- Em 1936 o público estava contra Jesse Owens. Não víamos algo assim desde então. Temos que lidar com isso.

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