Opinião: A evolução defensiva do Botafogo tem três responsáveis

Três fatores são decisivos para o bom rendimento defensivo do Botafogo. O primeiro, e mais importante, chama-se Airton. O volante que dá qualidade à saída de bola do Glorioso é o mesmo que garante desarmes limpos. Ele compensa o mau momento técnico de Bruno Silva e a irregularidade de Rodrigo Lindoso, além de dar ao time o segundo e decisivo fator: equilíbrio. Com Airton, a equipe parece conseguir dosar o ritmo e dificilmente deixa rivais à vontade. Ao mesmo tempo, consegue reter a bola e cedê-la menos aos rivais. Quem tem a bola é menos atacado.

O terceiro fator é o entrosamento entre os jogadores da retaguarda alvinegra. Durante semanas, era difícil saber a maior parte dos jogadores que seriam escalados. Isso tudo por problemas físicos. No início do Campeonato Brasileiro, Luis Ricardo e Diogo Barbosa, dois laterais titulares, estiveram lesionados ao mesmo tempo. Carli e Jefferson são os últimos titulares fora da equipe. O que não deve tardar muito a mudar.

A tendência é que, a partir de agora, os números da defesa alvinegra, quinta mais vazada da competição, melhorem. Não que o time vá se tornar intransponível. Naturalmente, a pontaria dos adversários também colabora para esses números. Cabe à marcação alvinegra se manter estável durante a maior parte do tempo para minimizar o número de chances. Quando elas são criadas, os marcadores devem atrapalhar o chute ou o cabeceio. Receita velha.

De todo modo, mesmo não abdicando de atacar, o time de Jair deve ter números defensivos melhores do que o de Ricardo Gomes.

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