Zico retruca técnico de Honduras e vê Brasil favorito ao ouro no futebol

Enquanto Brasil e Honduras se enfrentavam, nesta quarta, no Itaquerão, Zico participava de um evento na Casa do Japão, no Rio de Janeiro. Não soube quando Neymar marcou, logo aos 14 segundos, o gol mais rápido da história das Olimpíadas. Nem quando Gabriel Jesus ampliou a vantagem com dois gols parecidos. Muito menos quando a vitória virou goleada até terminar em 6 a 0. Mesmo assim, o Galinho estava tranquilo. Tudo porque ouviu, na véspera do jogo, o técnico Jorge Luis Pinto, de Honduras, dizer que iria para cima do Brasil.

- Quando ele falou que iria para cima do Brasil eu fiquei mais tranquilo. Porque sempre dá errado quando uma seleção pensa que vai bater de frente com o Brasil, ainda mais na nossa casa - revelou Zico ao LANCE! e deu a receita - Tem que fazer que nem a técnica da Suécia (Pia Sundhage, no futebol feminino). É assim que se enfrenta o Brasil.

Mesmo com o começo claudicante da seleção brasileira no torneio olímpico, o ídolo rubro-negro acredita que o time de Neymar e companhia é franco favorito a conquistar a medalha de ouro contra a Alemanha no próximo sábado, no Maracanã. E não porque tenha goleado a seleção hondurenha. Para Zico, os resultados negativos do início da campanha olímpica ajudaram a equipe brasileira.

- Quando chegaram à Olimpíada eram apenas talentos individuais. Agora, depois dos primeiros jogos, o Brasil ganhou conjunto e, para mim, vai levar o ouro. É favoritíssimo - cravou o ex-treinador da seleção japonesa.

Mas nem só de futebol falou o Galinho. Ele ainda opinou sobre o desempenho brasileiro nas Olimpíadas como um todo. Questionado sobre o quanto o fator psicológico tem influenciado nos resultados dos competidores da casa, Zico minimizou:

- Não é o psicológico. Tem que entender que é mata-mata e é uma Olimpíada. Os adversários são muito qualificados. No vôlei (feminino), por exemplo. Ninguém esperava que fosse ser eliminado. Mas tinham quatro, cinco seleções candidatas ao ouro. A eliminação dói. Mas é compreensível - argumentou, e deixou um recado - Não execrem o Brasil. Não execrem os atletas brasileiros.

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