Na base da raça, Brasil despacha Argentina e está na semifinal

Pela quarta Olimpíada consecutiva, a Seleção Brasileira masculina de vôlei vai disputar uma medalha.

Ouro em Atenas-2004 e prata em Pequim-2008 e Londres-2012, o Brasil passou na madrugada desta quinta-feira pela Argentina por 3 sets a 1 (25-22, 17-25, 25-19 e 25-23). Amanhã, a vaga na final será decidida contra a Rússia. O outro finalista sairá de Itália x Estados Unidos.

Além de carimbar o passaporte para brigar por um lugar no pódio, a Seleção exorcizou um fantasma olímpico. A Argentina havia vencido os clássicos sul-americanos nas quartas de final dos Jogos de Sydney-2000 e na disputa pelo bronze em Seul-88, além de jogo válido pela fase de grupos em Atlanta-96. Foram as ÚNICAS três vitórias dos hermanos em 35 partidas em competições oficiais mundiais contra o Brasil (Jogos Olímpicos, Liga, Campeonato Mundial, Copa do Mundo, Copa dos Campeões).

Para superar o rival, a Seleção contou com uma formação inédita na Rio-2016 a partir do segundo set: Lipe e Maurício Borges como pontas. Lucarelli sentiu um problema muscular na coxa direita, precisou ser substituído. Como esperado, Wallace acabou recebendo a maioria das bolas quando o passe não saía. Mas o drama brasileiro não parou por aí. No quarto set, foi a vez de Lipe sentir um problema físico nas costas e precisar de atendimento. Lucarelli voltou, mas nitidamente não estava 100% fisicamente.

E o Brasil foi realmente testado, pois a Argentina mostrou um volume de jogo de seleção de primeiro escalão do vôlei mundial. E a Seleção mostrou mais paciência do que nos jogos anteriores na virada de bola. Uma virtude.

Wallace saiu do jogo como o maior pontuador do time: 24. Lipe terminou com 11 pontos, mesmo número de Maurício Borges e Lucão.

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