Buffarini admite erro contra o Bota e revela obstáculos em adaptação ao SP

Não é comum ver um jogador de futebol admitir o próprio erro por livre e espontânea vontade. Nesta quinta-feira, Julio Buffarini mostrou ser uma exceção no esporte e, sem ser perguntado sobre o tema, fez cobrança pessoal pelo erro que originou o gol marcado pelo Botafogo aos 48 minutos do segundo tempo, na derrota por 1 a 0 sofrida pelo São Paulo no último domingo.

"Estou contente e com vontade, mas tenho muito mais a dar em campo. A gente aprende com os erros. O que passou no último jogo comigo não pode passar, ainda mais a minutos do fim da partida", lamentou.

E a confiança mostrada pelo lateral direito por uma reação tem motivo. Nesta quinta-feira, a esposa e a filha viajaram da Argentina para o Brasil e agora viverão na capital paulista ao lado de Buffa, que já alugou um apartamento no bairro de Perdizes. Morando perto do CT da Barra Funda e com o suporte familiar, ele aposta que se adaptará mais rápido.

"Em muito pouco tempo, desde minha chegada, foram três técnicos, justamente no meio de minha adaptação. Hoje chega minha família. O jogador precisa ser consciente e se adaptar mais rapidamente ao técnico, ao clube e ao país. Estou fazendo trâmites burocráticos, mas vai ser muito mais fácil a adaptação, cercado das pessoas queridas. Agora começa uma nova e linda etapa em minha vida", comemorou o camisa 18.

No domingo, às 16h, Buffarini deve ser titular pela quarta vez em quatro partidas, desde a chegada ao São Paulo. Curiosamente, o duelo com o Internacional, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro, apresentará ao argentino o terceiro treinador do período - estreou com Edgardo Bauza, atuou com o interino André Jardine e agora jogará com Ricardo Gomes.

Confira outros trechos da entrevista coletiva de Buffarini:

Como encarar a má fase do time?

Somos conscientes de que não estamos bem e precisamos de mais pontos para deixar o clube em um lugar onde merece pela história. Precisamos vencer mais em casa. O futebol permite reviravoltas e estou seguro de que este time dará muitas alegrias à torcida tricolor. O Brasileirão é muito competitivo, a equipe que está abaixo pode ganhar da que está na frente, mas o São Paulo tem muita história, é o maior clube do Brasil, e temos que ser fortes no Morumbi. Não temos muitas partidas a perder.

O que já pôde tirar de Ricardo Gomes, seu terceiro técnico no clube?

Ricardo tem muita experiência como técnico e como jogador, com muitos anos na França e na Seleção Brasileira. Agora volta ao clube, onde já esteve bem em 2009, e pelo pouco que já vi nos treinos creio que seja muito seguro do que faz. Isso é importante para um jogador. Lutarei para seguir entre os 11.

O Inter não vence há 12 jogos. Isso interfere na partida?

Para nós não pode interferir no objetivo que é ganhar. Não podemos ir pensando como eles estão, há quantos jogos não ganham... Têm muito bons jogadores, é um clube grande e que a torcida obriga a sair dessa fase, como nossa torcida tricolor faz aqui. Levar estes três pontos será importantíssimo.

Crê que seja necessário priorizar a Copa do Brasil, que começa na próxima semana para o São Paulo diante do Juventude, nas oitavas de final?

No Brasileirão, temos que saber que faltam muitas partidas e que se ganharmos algumas seguidas, vamos ter possibilidade de chegar à Libertadores e até ao título. A Copa dá um atalho à Libertadores, mas é muito difícil, com muitas equipes. Seria lindo, um sonho ganhar este título, que o São Paulo ainda não tem em sua vitrine.

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