Americano enfrenta a Espanha a dois triunfos de coroar sua volta por cima

Quando a seleção americana masculina de basquete efnrentar a Espanha, nesta sexta-feira, às 15h30 (de Brasília), na semifinal da Olimpíada do Rio de Janeiro, um dos 12 jogadores convocados por Mike Krzyzewski estará a apenas duas vitórias de completar a retomada de sua carreira da melhor forma possível. Dois anos depois de quebrar a perna em amistoso dos Estados Unidos, Paul George estará em ação como um dos homens de confiança do técnico para ajudar a parar o ataque adversário.

Pré-convocado para a Copa do Mundo de 2014, disputada na Espanha, George era considerado peça certa no elenco final dos Estados Unidos. Porém, no dia 1º de agosto, durante amistoso entre dois times de americanos que ainda brigavam por vagas no plantel, o ala do Indiana Pacers caiu de mau jeito e fraturou dois ossos da perna direita.

Operado, George iria, a princípio, perder toda a temporada 2014/2015 da NBA, mas voltou a tempo de disputar os últimos cinco jogos e apresentar médias de 8,8 pontos e 3,7 rebotes por exibição.

Depois, na temporada 2015/2016, George mostrou que estava de volta à velha forma ao comandar o Pacers com médias de 23,1 pontos, sete rebotes e 4,1 assistências em 34,8 minutos por exibição na fase de classificação e 27,3 pontos, 7,6 rebotes e 4,3 assistências em 39,3 minutos por partida nos playoffs. Perdeu apenas um dos 89 jogos feitos pelo time no período.

O desempenho fez o Coach K chamá-lo novamente, desta vez para a Olimpíada. Inicialmente reserva, George chegou a ser titular em dois jogos dos Estados Unidos no Rio. Tudo para cumprir a função a ele desempenhada: a de principal defensor do perímetro do elenco.

- Paul fez seu melhor jogo hoje, tanto no ataque quando na defesa. Ele é um jogador completo. Ele roubou três bolas e deu três tocos também - disse Krzyzewski, após a vitória por 105 a 78 sobre a Argentina, quarta-feira, pelas quartas de final da Olimpíada, sem citar os 17 pontos e oito rebotes do ala.

George já ajudou sua seleção a conter Patty Mills, Milos Teodosic, Nicolas Batum e Manu Ginobili. Nesta sexta, é a vez dos espanhóis sofrerem com sua defesa.

BATE-BOLA

Paul George, em coletiva da seleção americana

Como você encara a Olimpíada depois de ter se machucado antes do Mundial?

Para mim, esse torneio é mais uma chance de redenção. Por tudo que vive com aquela contusão. É bom voltar à seleção e ter a chance de conseguir essa redenção. É ótimo poder viver isso aqui.

Em algum momento você pensou que não voltaria?

Sempre tive certeza de que voltaria a jogar. Trabalhei como um louco no verão para me recuperar fisicamente e depois melhorar meu jogo. Agora estou muito bem, me sinto melhor do que nunca. O período machucado foi torturante, sofri muito. Mas passou. É ótimo estar bem. É ótimo estar aqui. A Olimpíada tem uma atmosfera diferente e por isso me sinto ainda mais animado para jogar e buscar a medalha de ouro.

NÚMEROS

12,5 pontos por jogo tem George na Olimpíada

4,7 rebotes por jogo tem George na Olimpíada

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