Isaquias Queiroz busca recorde para o Brasil e na modalidade

Se tornar o maior atleta brasileiro em uma única edição dos Jogos Olímpicos e o maior canoísta em uma só Olimpíada. Dois feitos difíceis de serem alcançados por qualquer competidor, mas que Isaquias Queiroz está cada vez mais perto de obter na Rio-2016.

Nunca algum competidor do Brasil ficou com três láureas em uma só edição dos Jogos. Nunca alguém na canoagem velocidade foi ao pódio em três oportunidades em uma única Olimpíada. Tais situações estão prestes a ser mudadas.

Na quinta-feira, o brasileiro deu outro passo para se tornar o principal nome do país nos Jogos do Rio. Dois dias após levar a prata na prova do C1 1.000m da canoagem velocidade, ele faturou o bronze na C1 200m. Na frente dele, em chegada emocionante e que levou minutos para ter o resultado confirmado, só o ucraniano Iurii Cheban (ouro) e o azeri Valentin Demyaneknko (prata).

Com o feito, o canoísta se tornou o quinto atleta do país a conquistar duas medalhas em uma única Olimpíada, agora, ao lado de: Guilherme Paraense e Afrânio da Costa, no tiro esportivo, em 1920, Gustavo Borges, na natação, em 1996, e César Cielo, também nas piscinas, em 2008.

- É uma felicidade muito grande, mas espero poder fazer ainda mais e chegar onde um brasileiro nunca chegou que é conquistar três medalhas em uma Olimpíada - disse.

Além do feito inédito no país, Isaquias busca uma marca histórica em sua própria modalidade. Como as provas da C1 200m só entraram no calendário olímpico na última edição dos Jogos Olímpicos, em Londres-2012, nunca um atleta de qualquer nacionalidade faturou três medalhas em uma só edição da Olimpíada. Até então, a melhor marca é do o romeno Ivan Patzaichin, ouro na C1 1.000m e prata na C2 1.000m em Munique (ALE), em 1972.

- A confiança está muito alta. A gente treinou bastante. A C2 1.000m tem mudado muito, e a gente sabe da possibilidade de conquistar a medalha - afirmou o canoísta brasileiro.

Na prova, com eliminatórias hoje e a final amanhã, Isaquias tem como companheiro Erlon de Souza, com quem foi campeão mundial em 2015.

MULTICAMPEÕES

Na canoa

Nas disputas da canoa nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, Isaquias Queiroz é o único a conseguir medalhas em provas diferentes. O brasileiro faturou a prata na C1 1.000m e o bronze na C1 200m.

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No caiaque

Duas mulheres conquistaram medalhas em duas provas diferentes do caiaque na Olimpíada do Rio de Janeiro. A húngara Danuta Kozak faturou dois ouros: no K1 500m e no K2 500m. Enquanto isso, a neozelandesa Lisa Carrington foi ao pódio com um ouro no K1 200m e um bronze no K1 500m.

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