Após seguidos desmanches, Corinthians sofre com processo de reformulação

  • Daniel Augusto Jr/Agência Corinthians

    Fágner foi um dos poucos titulares que permaneceu no clube após título em 2015

    Fágner foi um dos poucos titulares que permaneceu no clube após título em 2015

O mau momento do Corinthians no Campeonato Brasileiro, com três jogos sem vencer e a consequente saída do G4, pode ser reflexo da reformulação que acontece desde o fim do ano passado. O Timão sofreu com perdas de vitoriosos integrantes em todos os departamentos e agora tenta voltar ao sucesso que teve nas últimas temporadas.

O Corinthians tem uma metodologia de trabalho desde janeiro de 2008, após o rebaixamento no Brasileirão. A partir disso, o clube ficou marcado por ter poucas mudanças.

Desde o fim do ano passado, porém, o cenário começou a mudar. O Corinthians perdeu diversos jogadores de uma vez, o gerente de futebol Edu Gaspar, o técnico Tite e outros membros da comissão, além de dois profissionais do elogiado Cifut.

A principal perda pode ser considerada a do técnico Tite, que conquistou os títulos mais importantes do Corinthians e foi comandar a Seleção Brasileira em junho. Quando o treinador e sua comissão ainda estavam no Timão, as saídas de jogadores não foram tão sentidas como acontece agora, com Cristóvão Borges.

Com uma "estrutura abalada", o Corinthians reformulou diretoria, comissão técnica e elenco. Porém, ainda há questionamentos sobre os que chegaram, especialmente em relação a Cristóvão, vaiado nos dois últimos jogos da equipe em casa.

Os que chegaram ao clube sofrem principalmente com a comparação dos profissionais anteriores. O Corinthians conquistou Paulista, Copa do Brasil, Libertadores, Mundial de Clubes, Recopa Sul-Americana, Paulista e Brasileirão desde 2008.

A grande expectativa também aumenta a desconfiança da torcida. O Timão segue na briga pelos primeiros lugares do Brasileirão, mas o momento turbulento cria a dúvida na Fiel: os que chegaram conseguirão retomar o caminho dos títulos?

AS PERDAS

Comissão técnica: a saída mais sentida da comissão foi a do técnico Tite, que assumiu a Seleção Brasileira na metade de junho. O treinador levou os auxiliares Matheus Bacchi (filho de Tite) e Cleber Xavier (auxiliar do técnico há mais de 16 anos). Depois, o preparador físico Fábio Mahseredjian também foi à Seleção, o que irritou muito a diretoria alvinegra. Antes disso, porém, o clube teve outra perda importante em sua comissão: em dezembro do ano passado, o fisioterapeuta Bruno Mazziotti aceitou proposta para trabalhar no Shandong Luneng, da China.

Diretoria: a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) não desfalcou apenas a comissão técnica do Corinthians. Também em junho, o então gerente de futebol Edu Gaspar se tornou o coordenador de seleções da entidade.

Cifut: prestigiado entre diretoria e comissão técnica, o Centro de Inteligência do Futebol (Cifut) do clube sofreu duas baixas recentemente: Raony Tadeu passou a integrar o departamento de análise de desempenho do São Paulo, e Leonardo Baldo foi trabalhar nos Estados Unidos.

Elenco: desde o fim de 2015, o Timão vendeu os zagueiros Gil e Felipe, o volante Ralf, os meias Renato Augusto e Jadson, e os atacantes Malcom e Vagner Love, importantes na conquista do hexa brasileiro, além de Tocantins (que não teve espaço no profissional). Ainda saíram Edu Dracena, Edilson, Maycon (empréstimo para a Ponte Preta), Marciel (troca por Willians por empréstimo), Matheus Pereira e Lincom.

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