Duelo entre Brasil e Alemanha nos Jogos de Seul-88 consagrou Taffarel

Se engana quem pensa que os confrontos históricos entre Brasil e Alemanha ficam restritos à Copa do Mundo. O duelo que será realizado neste sábado é mais um que ficará marcado na história das duas Seleções nos Jogos Olímpicos. O maior deles, até hoje, foi eternizado por atuação de gala do goleiro Taffarel, há 28 anos.

Brasil e Alemanha (Oriental e Ocidental) se enfrentaram quatro vezes em Olimpíada, com uma vitória brasileira, uma vitória alemã e dois empates. Sendo uma eliminação para cada lado em fases finais.

Essa história, que começou em 1952, nos Jogos de Helsinque, na Finlândia tomou proporções maiores em 1988, em Seul. Ambos contavam com atletas de alto nível. No elenco alemão haviam quatro atletas que dois anos depois se tornariam campeões mundiais (Hassler, Klinsmann, Mill e Riedle), já no elenco brasileiro cinco jogadores venceriam a Copa do Mundo de 1994 (Taffarel, Jorginho, Mazinho, Bebeto e Romário).

- A Alemanha tinha um grupo muito qualificado, com Klinsmann e outros da seleção principal. Nós também, aquele time era a base da Seleção. Eu jogava pela direita e o Jorginho pela esquerda. Aquela vitória nos deu o favoritismo para a final - lembrou Luiz Carlos Winck, lateral-direito titular na Olimpíada da Coréia do Sul.

O encontro, dessa vez, foi na semifinal do torneio olímpico, um dos grandes jogos da história da Seleção Brasileira. A Alemanha Ocidental abriu o placar no começo do segundo tempo com Fach. Romário empatou e levou a partida para a prorrogação, quando um dos grandes ídolos do futebol nacional começou dar sinais de que viraria herói.

Um pênalti cometido no tempo extra quase colocou a perder a classificação para a disputa do ouro, contra a União Soviética. Mas no gol estava Claudio Taffarel, exímio pegador de pênaltis, que defendeu a cobrança de Funkel e garantiu seu primeiro "milagre" do confronto, que foi para as penalidades.

Não demorou muito para Taffarel mostrar novamente seu cartão de visitas. Logo na primeira batida da Alemanha, o goleiro evitou que a batida de Janssen resultasse em gol. O craque Klinsmman mandou na trave e deixou os brasileiros em boa vantagem. No entanto, André Cruz desperdiçou a cobrança que selaria a ida para a final. Só que os deuses do futebol haviam escolhido outro personagem para brilhar.

O alemão Wuttke tinha a missão de marcar e dar sobrevida aos companheiros na disputa, mas no gol ainda estava Taffarel, seis anos antes de contribuir de forma essencial para o tetracampeonato mundial da Seleção. Com uma estrela que não cabia no Estádio Olímpico de Seul, ele defendeu a cobrança que eliminou a Alemanha Ocidental, garantiu mais uma final olímpica para os brasileiros e marcou seu nome como um dos grandes heróis do esporte no país.

Veja a lista de confronto entre as duas seleções:

Helsinque-1952

Quartas de final - Alemanha Ocidental 4 x 2 Brasil

(na prorrogação - 2 a 2 tempo normal)

Montreal-1976

Fase de Grupos - Alemanha Oriental 0 x 0 Brasil

Los Angeles-1984

Fase de Grupos - Alemanha Ocidental 0 x 1 Brasil

Seul-1988

Semifinal - Alemanha Ocidental 1 x 1 Brasil

(2 x 3 pênaltis)

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