Medalhões do Uruguai vão contra federação e podem deixar seleção

Alguns dos principais jogadores da seleção uruguaia ameaçaram não entrar em campo na disputa das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018, na Rússia. Isto porque eles se dizem contra a AUF (Associação Uruguaia de Futebol) e a Tenfield, empresa que detém os direitos de transmissão de todo futebol e vários eventos esportivos no país.

Luis Suárez, Cavani, Diego Forlán, "Loco" Abreu, Diego Godín e Diego Lugano estão à frente do movimento por considerarem um monopólio que freia avanços técnicos e financeiros no Uruguai.

A guerra entre atletas e a empresa já acontece há algum tempo. Há quatro anos eles impediram que os direitos de imagem fossem explorados pela Tenfield, cujo contrato com a Federação foi assinado há 18 anos por Eugenio Figueredo, que hoje cumpre prisão domiciliar por ser um dos dirigentes envolvidos no escândalo de corrupção de 2015.

A Tenfield também tem o poder de negociar com empresas parceiras, e tem a Puma como patrocinadora há 10 anos. Considerando que o atual contrato termina no final do ano, os jogadores apresentaram uma proposta da Nike, que pagaria US$ 3,5 milhões (cerca de R$ 11,5 milhões) por ano para AUF. Ou seja, praticamente cinco vezes o que a Puma oferece (US$ 750 mil, ou R$ 2,4 milhões).

Segundo o uruguaio 'El País', caso os dirigentes não apresentem uma proposta igual da Puma, os jogadores podem ir ainda mais longe. Eles dizem que não vão mais cedes seus direitos de imagem, ou seja, isso inviabiliza que continuem atuando pela seleção.

Veja a carta dos jogadores na íntegra:

"Há anos que o elenco da seleção lta para reestruturar e profissionalizar a relação de imagem com a AUF, coisa que atualmente tratamos com o Executivo e, muito especialmente, por democratizar todas suas estruturas, algo que é urgente. Se ocorrer, a AUF poderá servir com muito mais eficácia as necessidades do futebol em nosso país e cuidar de seus recursos com independência - e potencializá-los. Só assim não seguirá vendendo sue rico patrimônio ao baixo preço da necessidade.

Em momentos decisivos para o futebol uruguaio, só exigimos que haja dignidade, transparência e respeito pelas pessoas, pelos futebolistas e, principalmente, pelos valores democráticos que sempre identificaram nosso país, nosso povo!

Estamos a favor do futebol uruguaio e não estamos contra nada, exceto por aqueles que querem atacar o futebol uruguaio. Demos e seguiremos dando tudo pela Celeste dentro do campo e queremos contribuir por um futebol melhor fora dele. Esse será nosso maior legado, nossa maior herança para as gerações futuras, que vão ter mais sucesso"

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