Jair Ventura nega méritos pelo bom início no Botafogo: 'Aqui para ajudar'

  • Vitor Silva/SSPress/Botafogo

Neste sábado, Jair Ventura completa duas semanas como técnico do Botafogo. Antes auxiliar de Ricardo Gomes, ele dá sequência ao trabalho que vinha sendo desenvolvido pelo hoje treinador do São Paulo, mas é inegável que mudanças ocorreram nos últimos 14 dias. Ventura ainda contou com uma bela dose de sorte em relação ao calendário. Após a estreia, contra o mesmo São Paulo, ele teve a semana livre para treinamentos; após o jogo contra o Sport, no último sábado, o duelo contra o Atlético-PR é apenas nesta segunda-feira. Foram duas vitórias no período, mas o comandante não se vangloria dos louros obtidos.

"É muito cedo. O trabalho é do Ricardo e dos jogadores. Vamos com calma, são só dois jogos. Está muito cedo para falar que a mudança é do Jair. O mérito é do Ricardo e dos jogadores. Eu estou aqui para ajudar", minimiza o jovem técnico de 37 anos.

Todavia é nítido que a intensidade dos treinamentos é diferente. Apesar de o primeiro coletivo desta semana, por exemplo, ter sido ontem, o estilo é de mais apoio durante qualquer atividade. Durante os jogos, Jair também é mais ativo à beira do campo do que Ricardo Gomes - o que é uma questão de estilo e em nada tem a ver com o acidente vascular cerebral (AVC) sofrido por ele há cinco anos. A comparação é inevitável, mas o trabalho nos bastidores é igualmente valorizado no clube.

"Nós procuramos conversar bastante durante o "treino na sala", como costumamos dizer. Falamos sobre os acertos e coisas a melhorar, não erros. Estamos sempre conversando com eles, procurando ajudar. Houve um treino, na última quarta-feira, em que nós trabalhamos mais o "banco de reforços", como costumamos dizer, porque tentamos e temos que dar atenção a todos de maneira igual. O campeonato é longo. Estamos num momento bom, sem lesões, que nos atrapalharam tanto no primeiro turno, mas sabemos a importância de termos todo o grupo bem", entende o treinador.

Não que Jair Ventura seja extremamente enérgico ou que tenha como prioridade ações fora do campo. Ainda é cedo para medir preferências. Entretanto, a parte tática vem sendo bastante trabalhada nos últimos dias. Nesta sexta-feira, no Cefat, ficou clara a mudança. O treinador testou possibilidades para o início do jogo, para uma eventual pressão sobre o Furacão e até a recomposição do meio-campo.

O tão falado dinamismo do futebol é cruel. Tudo pode mudar em caso de uma sequência de resultados negativos. A verdade, porém, é que os primeiros passos da Era Jair Ventura estão sendo positivos.

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