Ovacionados em invasão, Lugano e Maicon cobram parceria da torcida

Dois líderes do elenco do São Paulo se apresentaram para conversa mais direta com os invasores do CT da Barra Funda na manhã deste sábado. Diego Lugano e Maicon, cercados por chefes da Torcida Tricolor Independente, tiveram espaço para discursar e até cobrar os torcedores, principalmente pelas agressões em Wesley e Michel Bastos.

O encontro foi gravado por diversos participantes da manifestação deste sábado e publicado nas redes sociais. Lugano foi o primeiro a falar e pediu que a torcida ficasse junto do elenco neste momento, em que o clube é 11º no Campeonato Brasileiro, com duas vitórias nos últimos dez jogos. Segundo o uruguaio, "se não estiverem juntos, estamos todos na merda".

Depois a palavra foi passada a Maicon, capitão são-paulino. O zagueiro se mostrava mais exaltado, gritando e gesticulando bastante. A postura gerou algumas reclamações, mas os líderes da organizada logo interromperam os colegas. O zagueiro, então, disse aceitar a cobrança pela melhora no desempenho e por mais luta, mas condenou as agressões e fez um pedido.

O defensor ponderou que a torcida precisa demonstrar a mesma preocupação que causou a invasão no Morumbi. O estádio tem recebido públicos pequenos nos últimos jogos - pouco mais de seis mil presentes na derrota para o Juventude na Copa do Brasil - e Maicon quer que o apoio seja maior neste domingo, às 16h, contra o Coritiba, pelo Brasileirão.

Muitos torcedores ainda aproveitaram para tirar fotos com a dupla, principalmente com Lugano, ovacionado em diversos momentos. O uruguaio disse não se afetar com a tensão deste sábado, já que viveu situação semelhante em 2003, na última invasão dessa dimensão registrada pelo São Paulo. Na época, o agora ídolo foi um dos mais questionados na "revolta da pipoca", ao lado de Kaká.

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