Deputada canadense, Michelle Stilwell é favorita ao ouro nos 100m

A canadense Michelle Stilwell chega à sua quarta edição de Jogos Paralímpicos com duas medalhas de ouro na mira: nos 100m, como em Pequim 2008, e nos 400m da classe T52, para atleta que competem em cadeiras de rodas. Deputada pela Colúmbia Britânica eleita em 2013 e secretária de Desenvolvimento e Inovação Sociais desde 2015, soma quatro medalhas de ouro e uma de prata entre Sydney 2000 e Londres 2012.

Atletas mostram gingado em cerimônia de boas-vindas na Vila Paralímpica "Mikey" conquistou sua primeira medalha Paralímpica - de ouro - em Sydney 2000, com a seleção canadense de basquete em cadeira de rodas. Passou às corridas em cadeira de rodas e foi ouro nos 100m e nos 200m em Pequim 2008, ouro e nos 200m e prata nos 100m de Londres 2012, na classe T52 (sequelas de poliomielite, lesão muscular e amputação).

Depois do ouro no basquete em 2000, desistiu do esporte por problemas na coluna e passou a dar aulas de esporte para crianças com deficiência. Em 2004, foi convidada pelo técnico Peter Lawless a mudar do basquete para o atletismo. Deu tão certo que no ano seguinte já competiu na corrida em cadeira de rodas no Europeu, e em 2006 venceu os 200m no Mundial de Assen, na Holanda. Vida intensa no esporte e na política Depois de quebrar o pescoço em uma brincadeira de amigos, aos 17 anos, quando caiu de uma escada, a canadense seguiu praticando esportes, paralelamente enfrentando seguidas cirurgias.

Atleta, técnica e mãe do jovem Kai desde 2001, Michelle tem uma vida profissional agitada: formada em Ciências pela Universidade de Calgary, trabalhou com o governo da Colúmbia Britânica pela extensão de empregos a pessoas com deficiência, dá palestras, elegeu-se como representante do Partido Liberal em seu Estado.

Por mais medalhas no Rio 2016 Agora, aos 42 anos, segue no esporte. Não consegue mais fazer campings ou participar de competições preparatórias no exterior, devido ao intenso trabalho na política. Inclusive, já contou a jornais internacionais que até recebe ameaças de morte por reivindicar mais assistência às pessoas com deficiência. Vida profissional à parte, ela vem ao Rio 2016 determinada a ganhar sua terceira medalha nos 100m e ainda tentar vencer os 400m, prova em que estreia nos Jogos. Além das cinco medalhas Paralímpicas, chega como detentora de quatro recordes mundiais da corrida em cadeira de rodas na classe T52: 100m (18s67), 200m (33s19), 400m (1min05s41) e 800m (2min14s79).

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