Por recomeço no Corinthians, Willians esquece problemas: "nunca desanimei"

  • Ricardo Nogueira/Folhapress

Aos 30 anos, Willians é um dos jogadores mais experientes do elenco do Corinthians. A importância do camisa 5 para o time, no entanto, não é proporcional ao seu currículo e experiência. Ainda... Motivado pelas recentes saídas de Bruno Henrique e Elias para o futebol europeu, o volante deseja, enfim, ser útil ao time. Até agora foram apenas 17 jogos pelo clube em oito meses, mas a vontade é de ampliar os números logo, logo.

"Com as saídas de jogadores experientes, os que ficaram e têm mais experiência precisam ajudar um pouco mais. Eu me encaixo nisso e me sinto preparado, física e mentalmente", disse Willians, ao LANCE!.

O volante ainda não é titular, mas está imediatamente atrás de Cristian e Camacho, os herdeiros das vagas de Bruno Henrique e Elias. Ele foi relacionado para o último jogo, diante do Fluminense, pela Copa do Brasil, e voltou a atuar após um mês afastado. Além da expectativa por mais espaço, Willians quer afastar a pauta negativa criada em torno de seu nome - como o L! publicou na semana passada, o volante teve problemas disciplinares e foi cobrado internamente sobre isso. Pela primeira vez, Willians se manifestou sobre o assunto, mas sem se aprofundar.

"É complicado ficar sem jogar e até mesmo ficar sem ser relacionado. Sou um jogador que, por onde passei, joguei e fui titular. Esperava que seria assim também no Corinthians, ainda mais chegando com a confiança do Tite, hoje técnico da Seleção. Mas prefiro deixar isso para trás e não ficar pensando nessas coisas. O que posso te dizer é que nunca desanimei. Claro que ficar sem ir para os jogos tira um pouco a motivação, mas nunca fiquei desanimado, pois sabia que em algum momento as chances poderiam aparece", desabafa o herdeiro da camisa 5 de Ralf.

Sondado recentemente por adversários do Corinthians na Série A, Willians decidiu ficar e não sair por baixo. Ele tem mais quatro meses de contrato para provar sua utilidade. A grande chance pode aparecer a qualquer hora.

BATE-BOLA com WILLIANS

Depois de um mês, você voltou a atuar contra o Fluminense. Como se sentiu?
É claro que ficar sem jogar o ritmo de jogo não é o mesmo, mas tenho procurado trabalhar forte para compensar isso. Se o Cristóvão precisar de mim estou pronto para ajudar. Foi bom ter entrado no último jogo e isso me deixou muito motivado para essa reta final das competições que temos pela frente (Copa do Brasil e Brasileirão).

Como foram suas últimas semanas? Você chegou a ficar abalado com a falta de oportunidades?
Foram normais. Não diria abalado, mas é difícil, nem sempre as coisas acontecem como a gente imagina. Acho que agora é esquecer tudo que possa me atrapalhar e focar no momento e na chance que recebi contra o Fluminense. Quero levar isso comigo e me apegar a isso. Tirar o que passou de lição e encarar as próximas oportunidades como se fossem as últimas da minha carreira.

Você teve chance de sair recentemente. Por que não quis deixar o Corinthians?
Fico feliz com este tipo de interesse, ainda mais de clubes grandes. Acompanhei pela imprensa e isso ajudou a me motivar. Se clubes grandes estavam interessados em mim é porque algo de bom eu tenho. Nós conversamos e decidimos que o melhor seria ficar. A decisão foi a correta e agora é trabalhar forte no dia a dia para ter oportunidades.

Você teve conversas com diretoria e com o Cristóvão sobre sua situação no time? Como foram? O que traz de lição desses diálogos?
Foram conversas normais do futebol, nada muito específico. Situações de jogo mesmo. Eles sempre me passaram que uma hora eu teria oportunidades e que eu teria que trabalhar para estar pronto. Estou com a cabeça boa e preparado para quando o Cristóvão precisar de mim.

Para você, profissionalmente, qual a importância de ter um segundo semestre em alto nível no Corinthians? Acha que jogar pouco pode "manchar" a imagem que você construiu nos últimos anos?
A importância é grande. O jogador de futebol tem que mostrar todos os dias o seu valor. O passado ajuda, claro, mas é preciso fazer valer este passado. Estou com a cabeça boa para fazer um grande semestre e ajudar o Corinthians da melhor maneira. Vim com o aval de um grande treinador, que é o Tite, então não posso decepcionar. Assim como não posso decepcionar os companheiros, torcedores, diretoria e a comissão técnica atual.

Que tipo de relação você tem com o Cristóvão? Acha que ele pode ajudar a recuperar seu futebol?
A relação é boa. Eu sou um cara muito na minha e que procuro trabalhar. Acho que só trabalhando é que dá pra mostrar o que a gente pode fazer. Ele com certeza pode me ajudar, pois tem qualidade e já mostrou isso por onde passou. Já tem me ajudado e tem me passado confiança.

O que planeja para o Corinthians ainda em 2016? É possível brigar pelos títulos do Brasileirão e da Copa do Brasil?
Com certeza dá para a gente brigar. Temos um elenco forte e com condições para isso. Apesar de termos perdido grandes jogadores, já mostramos o nosso valor. O último jogo mostrou isso. Sem jogadores que saíram e outros que não puderam atuar, conseguimos, em um jogo de mata-mata, buscar um empate fora de casa.

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