Brasil fecha a manhã do segundo dia da Paralimpíada com ouro e decisões

A quarta medalha de ouro e a quarta colocação no quadro de medalhas (quatro ouros, uma prata e um bronze). É esse o resumo da manhã brasileira no segundo dia dos Jogos Paralímpicos do Rio de Janeiro. O dono da façanha que alçou o país à posição foi o "sósia" de outro medalhista dourado: Daniel Martins, ou melhor, o Neymar das pistas.

O velocista garantiu o ouro nos 400m rasos no atletismo (classe T20, deficientes intelectuais), com direito a recorde mundial, logo em sua primeira disputa paralímpica. Mas e agora, qual seria o próximo passo do mais novo campeão paralímpico do Brasil? Bom, isso ele mesmo responde:

- Meu sonho era ser campeão mundial. E consegui. Então, disse que meu próximo sonho era vencer a Paralimpíada. O fiz. E, agora, qual meu próximo sonho? Dormir - brincou o atleta, antes de comentar sobre sua semelhança com o atacante do Barcelona e da Seleção Brasileira:

- Todos dizem que sou o Neymar paralímpico (risos). Não sou o Neymar, mas levo tudo na brincadeira. O pessoal fica brincando bastante. Eu tenho vontade de conhecer ele.

Se antes a semelhança com o jogador era apenas física, a partir de agora, os dois tem outra coisa em comum para compartilhar: uma medalha de ouro no peito.

Brasileiros se garantem em finais no atletismo e natação

A manhã também foi recheada de classificações para decisões dos atletas brasileiros na natação e atletismo. Somando as duas modalidades, o país garantiu dez finais.

Na natação, Talisson Glock abriu o dia com a vaga na briga por medalhas nos 50m borboleta (classe S6). Na sequência, Phelipe Rodrigues e André Brasil se classificaram nos 50m livre (classe S10), assim como Mariana Ribeiro, na versão feminina da prova. Por fim, o revezamento 4x50m medley do país chegou à decisão na segunda colocação.

Já nas pistas, quatro atletas passaram para a final: Ariosvaldo Ferreira (100m rasos na classe T53), Fabio da Silva Bordignon (100m rasos na classe T35), Terezinha Guilhermina (100m rasos na classe T11) e Alice Correa (100m rasos na classe T12).

Esportes coletivos voltam a vencer na Paralimpíada

Se no primeiro dia o Brasil conquistou diversas vitórias em esportes coletivos, como o basquete de cadeira de rodas e o goalball, o mesmo aconteceu na segunda manhã da competição, na estreia de duas modalidades.

No futebol de 5 (para deficientes visuais), os brasileiros terminaram o primeiro tempo atrás do Marrocos por 1 a 0. Na segunda etapa, o time dos dois melhores jogadores do mundo, Ricardinho e Jefinho, viraram o placar, com gols das duas estrelas e de Nonato, fechando em 3 a 1.

Já no vôlei sentado, que também fez sua estreia nessa edição, os brasileiros não tiveram dificuldades para derrotar a seleção dos Estados Unidos por 3 sets a 0, com parciais de 25-14, 25-17 e 25-14.

No goalball, a equipe masculina brasileira voltou a triunfar, dessa vez, sobre o Canadá. O time encerrou o primeiro tempo com vantagem de 6 a 1 no placar, e terminou o duelo com 11 a 3.

Brasileira busca a medalha de ouro no judô

Atual vice-campeã paralímpica, a brasileira Lucia Teixeira terá mais uma chance para buscar o ouro na categoria até 57kg. Nessa manhã, a veterana de 35 anos derrotou a chinesa Lijing Wang por vantagem nas penalidades (três shidos contra nenhum) e avançou à semi.

Na briga por uma vaga na final, Lucia encarou a japonesa Junko Hirose, dez anos mais jovem. E a vitória veio com tranquilidade. Já com vantagem no placar da luta, a brasileira encaixou um ippon e passou para a decisão.

Por volta das 15h45, Lucia enfrenta a ucraniana Inna Cherniak em busca de sua primeira medalha de ouro em Paralimpíadas.

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