Grupo de oposição declara apoio a MAC por 'harmonia' no São Paulo

Desde a invasão de torcedores ao CT da Barra Funda até a saída de Gustavo Oliveira e o retorno de Marco Aurélio Cunha, a "oposição" tem sido apontada com um dos fatores responsáveis pela fase turbulenta do São Paulo. Essa divisão dualista, no entanto, tem incomodado grupos oposicionistas, que agora pedem união para reverter o momento do clube.

Um exemplo é o "Social Tricolor", composto por dez conselheiros eleitos e mais dois vitalícios. Eles formam parte importante da oposição desde o último mandato de Juvenal Juvêncio, ganharam força na curta gestão de Carlos Miguel Aidar e agora tentam se desvincular da imagem de oposicionistas radicais, como a vertente conduzida por Newton Ferreira, o Newton do Chapéu.

- Não queremos jamais denegrir a imagem do Newton, mas ele não é nosso líder, nem da oposição. É muito bem intencionado, ótima pessoa e trabalha pela oposição, mas algumas ações que toma por livre escolha nós não apoiamos. Nosso grupo é de oposição, mas apoia o que concorda e fiscaliza e cobra o que não concorda. O intuito maior é sempre o bem do São Paulo - disse o conselheiro Itagiba Francez Júnior.

E enquanto a oposição mais radical critica a volta de Marco Aurélio, que em 2014 foi candidato a vice-presidente na chapa que concorreu com Aidar, o "Social Tricolor" mostra discurso diferente. Eles lembram que já estiveram ao lado do novo diretor-executivo nas últimas eleições e que o médico é a "pessoa certa" para tirar o São Paulo da turbulência política e esportiva em 2016.

- Não temos o poder de parar o São Paulo. Agora é hora de união. O time precisa dessa harmonia, não de brigas internas. Até abril (mês previsto para as eleições presidenciais) tem muito chão. Precisamos ajudar o São Paulo a sair dessa situação e por isso somos a favor do Marco Aurélio. Apoiaremos o que acarmos correto sempre - continuou Itagiba.

NA JUSTIÇA

Segundo o UOL Esporte, o conselheiro Francisco de Assis Vasconcellos entrou com mais uma ação na Justiça para a anulação de todas as mudanças estatutárias desde 2004. Já há um processo sobre o tema em estágio bem avançado - última instância, no Superior Tribunal Federal (STF) -, mas agora Vasconcellos pede o afastamento do presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, toda a diretoria, a presidência do conselho deliberativo e a nomeação de um interventor judicial para convocar novas eleições no clube.

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