Gustavo Henrique bate recorde de jogos no ano e quer ser espelho no Santos

  • RODRIGO GAZZANEL/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Ser um Menino da Vila remete a alegria, futebol bonito, dribles e muitos gols. Mas uma prata da casa do Santos tem que fazer o "trabalho sujo" para cumprir com as obrigações e cair nas graças da (exigente) torcida alvinegra. Este é Gustavo Henrique, zagueiro que teve a primeira sequência de jogos no time profissional em 2013.

Promessa na equipe campeã da Libertadores, o defensor hoje convive com uma realidade pouco diferente, com títulos de menor expressão.

Por estar cansado da distância das grandes vitórias e mais maduro em relação ao ano em que foi promovido, o zagueiro acredita que está na hora de recolocar o Santos nos pôsteres de campeão nacional. Portanto, chega de perder pontos, a começar por esta quarta-feira, quando o Santos encara o Botafogo, no Rio, às 19h30, pela 25ª rodada do campeonato nacional.

Prova da maturidade do zagueiro de 23 anos não é só o tempo, mas o número de jogos feitos na temporada. Já são 43 partidas em 2016, número maior do que em outros anos. Outra prova, claro, está nas lições vividas.

"Vínhamos fazendo grandes jogos, jogamos bem contra o Inter, controlamos contra o Coritiba, estamos tomando gols bestas. Não por falta de concentração. Temos que ser mais agressivos na marcação. Assim vamos melhorar fora de casa", apontou o jogador, ao LANCE!.

Sabendo o que um defensor precisa fazer, Gustavo Henrique não descarta nem distribuir algumas "botinadas", nem que seja em um ex-Menino da Vila, com quem jogou na base e que atualmente comanda o ataque botafoguense.

"Neilton é muito liso, habilidoso. É um jogador que requer cuidado, sabe colocar uma bola, não é só driblador. Tem que ter atenção especial com ele, não só com ele, claro. Eu diria para ele vir devagar, senão pode tomar no tornozelo", brinca.

Depois de ter disputado vaga com Durval e Edu Dracena aos 20 anos de idade, Gustavo nunca foi questionado sob o comando de Dorival Júnior e sustenta a titularidade há mais de um ano, o que também não havia acontecido desde 2013. Seja com rebatidas ou cabeceios, ele parece pronto para conquistas de um Menino da Vila.

Confira um bate-bola exclusivo com Gustavo Henrique:

Motiva ser um dos poucos representante dos Meninos da Vila que joga na defesa?
Motiva. Alguns torcedores do Santos veem muito quem faz gol, então eu, lá atrás, procuro fazer o melhor. Sou um Menino da Vila, mas já cresci, sou maduro. Quero servir como espelho para quem começa a carreira também.

2013, sua primeira temporada, foi o ano em que o Santos deixou de disputar a Libertadores. Por que está na hora de voltar?
Acho que está na hora. Cheguei aqui com 14 anos e só fui ganhar com 17 anos. É um processo de amadurecimento, hoje estou mais focado em melhorar. O grupo também vem amadurecendo. Naquela época tinha mais jogadores mais velhos e experientes, hoje tem menos. Queremos muito chegar ao objetivo que é ganhar a Libertadores.

Sonha em ser capitão?
Me agrada, mas não ligo muito. Não sou de falar em roda, sou concentrado no que preciso fazer. Deixo essas falas para o Renato, Elano, Ricardo... Vou me soltando aos poucos. Se precisar, posso fazer esse papel.

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