Da fidelidade ao pai de santo: invasão corintiana ganha filme após 40 anos

  • Folhapress

A produtora Canal Azul e o canal ESPN realizaram na noite desta terça-feira, em São Paulo, a pré-estreia do filme "1976 - O ano da Invasão Corinthiana", em evento restrito a imprensa e convidados. O documentário conta uma das histórias mais épicas dos 106 anos do clube, quando cerca de 70 mil torcedores do Timão (o número exato é assunto de debates até hoje...) deixaram São Paulo com destino ao Rio de Janeiro e dividiram as arquibancadas do Maracanã com a torcida mandante, do Fluminense. O jogo que garantiu a classificação do Corinthians para a final do Campeonato Brasileiro de 1976 completa 40 anos no próximo dia 5 de dezembro.

O filme que conta a saga da Fiel foi dirigido por Ricardo Aidar e Alexandre Boechat - coincidentemente, um corintiano e um tricolor das Laranjeiras. A produção se baseia em entrevistas, depoimentos e imagens raras, que não estavam disponíveis ao público antes da produção do documentário. O ponto alto é a curiosa história de três torcedores que foram de Kombi de São Paulo ao Rio de Janeiro e desta vez refizeram a viagem acompanhados do goleiro Tobias, um dos heróis do jogo.

Logo na abertura da pré-estreia, o diretor Alexandre Boechat disse que "o herói do nosso filme é a torcida do Corinthians, os jogadores são apenas representantes". No filme, de fato, há a voz mais presente de diversos "invasores", enquanto sociólogos, jornalistas e jogadores, como Basílio, Zé Maria, Wladimir, Tobias, Givanildo, Geraldão e até Rivellino, ídolo alvinegro que naquela oportunidade defendia o Fluminense, deram o contexto do momento histórico do Timão.

O Corinthians não ganhava nenhum título importante desde 1954, e o filme da Invasão repassa justamente a trajetória do clube até chegar ao Maracanã em 1976: fim do jejum de vitórias contra o Santos de Pelé, trágicas mortes de Eduardo e Lidu, fim da Era Rivellino, reconstrução e toda a arrancada até a semifinal do Brasileirão de 1976, quando a torcida escreveu uma das páginas mais bonitas da história do clube e invadiu o Rio de Janeiro.

A história da classificação nos pênaltis todo mundo já conhece, mas o filme conta bastidores pouco conhecidos da saga da Fiel. Ou você sabia que Ruço, autor do gol do 1 a 1 com o Fluminense no tempo normal, ganhou um carro Passat no intervalo do jogo, ao vivo no Programa Silvio Santos? Ou então que a diretoria do Corinthians contratou um pai de santo na véspera do jogo e teve jogador e até jornalista que incorporou entidade e bebeu um litro de cachaça pura? Pois é, mizifio.

A produção do documentário durou cerca de quatro anos e imortalizou a Invasão Corintiana, que já tinha ganho uma importante obra literária em 2011, de autoria de Igor Ojeda e Tatiana Merlino. A pré-estreia contou com figuras importantes da história corintiana, como o goleiro Tobias e até mesmo Casagrande, que ainda não jogava profissionalmente pelo Timão na época da Invasão, mas que não tira essas histórias da mente.

O amor pelo Corinthians ignorou distâncias em 1976.

SERVIÇO:

Exibição do filme
A partir de quinta-feira no Cinearte do Conjunto Nacional, em São Paulo, nas sessões às 14h, 16h, 18h e 20h. Também no Cinépolis do Shopping Metrô Itaquera, em São Paulo, em sessões às 14h45, 17h, 19h45 e 22h. Também haverá exibição em salas do Cinépolis em Campinas e São José do Rio Preto, em datas e horários não divulgados pela produção.

DVD
Lançamento previsto para o mês de novembro, dias antes da Invasão Corintiana completar, de fato, 40 anos.

 

 

 

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