Na despedida de Léo e 100 anos da Vila, Santos empata com o Benfica

A organização era de festa. Centenário da Vila Belmiro, despedida de Léo, adeus "atrasado" de Giovanni... O jogo entre Santos e Benfica era apenas um detalhe para os 10 mil presentes na tarde deste sábado no Templo do Futebol. E o resultado não poderia ser diferente: empate em 1 a 1

O clima era de festa, mas com a bola rolando não houve nada disso. O Guerreiro da Vila e o Messias começaram no banco, assistindo os profissionais de Santos e Benfica os homenagearem da melhor maneira possível: jogando futebol de forma séria.

Após Ricardo Oliveira desperdiçar chance cara a cara com o goleiro Ederson e Cervi e Salvio perderem oportunidades claras, o tempo fechou. Cervi deu entrada dura no veterano Renato e os santistas foram tirar satisfação. Era prova de que a rivalidade construída entre os dois times desde a década de 60 não foi esquecida.

Com os ânimos depois controlados, o Peixe dominou e ainda deixou de abrir o placar novamente com Ricardo Oliveira e, principalmente, com Copete. Mas com menos de meia hora de amistoso, o técnico Dorival Júnior já havia reteirado quase todo seu time titular de campo. Afinal, o clássico de quinta-feira com o São Paulo está longe de ser amistoso...

Com constantes trocas e natural perda de padrão, o Benfica começou a se soltar. Rui Vitória manteve o time titular até a entrada de Léo nos minutos finais da primeira etapa. O Guerreiro da Vila e Reizinho de Portugal estava em casa. Não havia lugar melhor para encerrar a mais vitoriosa história santista pós-Pelé.

Do lado do Peixe, Giovanni, vestindo a camisa 10 que o eternizou como Messias, entrou na vaga de Ricardo Oliveira e com direito ainda à faixa de capitão. O desempenho dos dois ídolos aposentados não merece avaliação. A história era revivida e só isso bastava na Vila.

O segundo tempo foi ainda mais desconfigurado. O Benfica também trocava suas peças e rodava o time. Logo aos 30 segundos, Lucas Veríssimo cometeu pênalti no jovem José Gomes. Salvio converteu e abriu o placar, sem chances de defesa para o goleiro John.

Outro estreante, o zagueiro Fabian Noguera quase empatou de cabeça, sua principal virtude. Mas foi pouco até a sequência de gols impedidos marcados por Rodrigão, ambos anulados pela arbitragem. Ninguém mais ligava para o jogo. Todos centravam os olhares para um baixinho à beira do campo. Camisa 3. Seriedade no olhar. Será que dá jogador? Já deu. E como deu! Léo voltou ao palco onde se tornou ídolo e detentor de oito títulos.

A inspiração no Guerreiro fez ainda o Peixe chegar ao empate. Não que fosse importante, mas era o placar simbólico que faltava para a cereja do bolo. Noguera aproveitou sobra na área e cabeceou para o gol. Ederson falhou e espalmou para dentro. Tudo igual. Festa de Léo. Festa de Giovanni. Festa da Vila Belmiro. Festa do futebol!

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