Pupilo aponta maior legado deixado por Belfort em 20 anos de carreira

Ex-campeão do UFC em duas oportunidades, Vitor Belfort comemora nesta terça-feira (11) 20 anos de carreira, marcada por diversas fases, altos e baixos e muitas glórias.

Mesmo já veterano, Belfort provou que era possível seguir evoluindo tecnicamente e, quando todos pensavam que o maior perigo do carioca estava em suas mãos, a lenda se reinventou, conquistando três nocautes consecutivos através de chutes na cabeça, diante Michael Bisping, Luke Rockhold e Dan Henderson, todos em 2013.

No final de setembro de 2012, Vitor Belfort aceitou subir de peso e encarar o, na época melhor lutador peso por peso do planeta, Jon Jones. Convocado em cima da hora para substituir Dan Henderson, que se machucou, Belfort foi o lutador que mais chegou perto de vencer Jon Jones, quase quebrando o braço do campeão dos meio-pesados ainda no primeiro round. Faltou pouco.

Pupilo de Vitor Belfort e na época treinador de Jiu-jitsu do Fenômeno, o peso-leve do UFC, Gilbert Durinho não vai esquecer nunca as inúmeras vezes que treinou o arm-lock da guarda com o compatriota e não é a toa que a luta com Jon jones foi a que mais o marcou.

- Ele chegou muito perto de reconquistar um cinturão do UFC e com um movimento que a gente treinou bastante junto: aquele arm-lock que ele quase pegou. Faltou um pouquinho de maldade para levar aquele braço. Aquele momento foi mágico, o cinturão chegou muito próximo e foi muito emocionante estar presenciando aquilo como treinador - disse Durinho, em entrevista ao LANCE!

Após ser campeão mundial de jiu-jitsu em 2009, Gilbert Durinho foi contratado para treinar o chão de Vitor Belfort, mas a relação foi uma via de mão dupla, já que o veterano deu todo o suporte para que o jovem fizesse uma transição consciente da arte suave para o MMA.

- Ele foi muito importante para mim, me ajudou muito e foi fundamental na minha carreira, aprendi muito com ele. Antes mesmo de estrear no MMA, estive com ele nos bastidores do UFC e pude aprender muito como funciona, foi muito proveitoso, ele sabe muito e aprendi bastante. O Vitor tem uma visão muito grande, é um cara muito inteligente, sempre me falou que precisamos evoluir como seres humanos e eu guardo isso comigo - reconheceu Gilbert.

Aos 39 anos de idade, Vitor Belfort enfrentou diversas gerações dentro dos octógonos e ringues do mundo, acumulando 25 vitórias e 13 derrotas no MMA. O carioca também é dono do maior número de nocautes da história do UFC, um total de 12.

Com vinte anos de carreira, Belfort teve altos e baixos, mas mesmo assim sempre conseguiu se manter lutando em alto nível, até os 39 anos. Quando se aposentar qual será o legado do 'Leão Velho' para o MMA? O 'Leão Jovem', Gilbert Durinho responde.

- O legado que ele deixa é que o ser humano não tem limites. Se a gente tem um sonho e uma meta é só correr atrás. Ele foi o campeão mais jovem da história do UFC, aos 19 anos e agora está próximo de fazer 40 anos e continua lutando em alto nível, entre os top 5 do mundo. O Vitor só pegou pedreira na carreira e o legado que ele deixa para nós é que devemos ir em busca dos nossos sonhos. Ele foi o pioneiro do UFC no Brasil e um dos grandes nomes brasileiros no MMA até hoje. Eu como discípulo sou um leão Jovem faminto para representar muito bem o nosso país - encerrou.

Aos 39 anos, Vitor Belfort vem de duas derrotas por nocaute dentro do UFC, para Ronaldo Jacaré e Gegard Mousasi e ainda não definiu qual será o seu próximo passo. Caso decida se aposentar, o Fenômeno pode ter certeza de que marcou a história do esporte no mundo e, principalmente no Brasil.

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