100 Anos da Vila: Marcelinho Carioca perde placa e pede réplica para Pelé

  • Folhapress

    Marcelinho Carioca fez o gol antológico em 1996

    Marcelinho Carioca fez o gol antológico em 1996

"Vila Belmiro é a casa do Rei. Eu entrei na casa do Rei, abri a geladeira, sentei no sofá e bebi com ele". Marcelinho Carioca descreve assim o gol antológico marcado com a camisa do Corinthians na casa do Santos, em 1996. Mais de 20 anos depois, quer encomendar uma nova placa para guardar como lembrança do momento mais especial de sua carreira. Afinal, como contou em 2012, perdeu o presente recebido das mãos de Pelé. Hoje, quer refazê-lo.

"Roubaram a placa, pelo amor de Deus. Imagine como é que estou? O meu principal troféu sumido. O gol mais bonito da minha carreira, o lance mais antológico. O Pelé não deu placa para nenhum outro jogador, por isso roubaram. Meu filho mais novo me perguntou sobre ela, meu mais velho viu, mas ele não. Não queria ficar falando disso para não acharem que vou me promover, mas decidi falar, é o principal troféu da minha carreira", lamenta o camisa 7.
 
"Tenho que pedir outra, já faz a campanha aí, me dá a placa de novo. Falar para o Pelé ver onde está a cópia, faz uma réplica para mim. Eu mesmo vou lá onde ele fez e peço para o cara fazer outra. Pelé não precisa nem me entregar de novo, só falar onde é que foi que ele mandou fazer. Eu vou com Edinho, recebo dele. Vou com o filho do Rei (risos)", completa Marcelinho Carioca, lembrando do ex-goleiro e filho de Pelé. Edinho é quem estava no gol santista quando o corintiano marcou o golaço em 1996.
 
O ídolo corintiano sempre se sentiu à vontade para jogar na Vila, tanto contra quanto a favor. Além de ter marcado seu nome na história do estádio, Marcelinho gostava do clima desafiador que aquele palco trazia. Para ele, é preciso talento e psicológico forte para se destacar por ali.
 
"Eu gostava pra c****** de jogar lá, tanto a favor quanto contra, porque é pressão, é caldeirão, aí é que o cara mostra que tem garrafa vazia para vender, mostrar o potencial, o cara jogar no Morumbi, no Mineirão... É mole, você fica muito longe, agora na Bombonera, no caldeirão do Santos... Aí o negócio é para quem tem talento, vale o psicológico, tem que estar bem equilibrado", ressaltou.
 
As memórias trazidas pela Vila Belmiro são incontáveis, bem como os jogadores que deram seus primeiros lampejos de craque naquele gramado sagrado, fama essa que Marcelinho exalta e se mostra impressionado.
 
"A Vila está no mundo, por causa do Pelé, pelo que o Pelé fez para o Santos e pelo que o Santos fez pelo Pelé, o time que tinha, Coutinho, Pepe, Clodoaldo, aí vem o Neymar, sei lá, parece que tem alguma coisa a mais na cidade de Santos, só brota ali. Botou o pezinho, nasce ouro".
 
O ex-camisa 7, não se cansa de elevar a história santista e de seu templo, algo motivado também pela passagem que o jogador teve pela Baixada (em 2001) e que o destino tratou de renovar nos dias atuais.
 
"É lindo, é charmoso, maravilhoso. Não só faz parte da cultura do futebol mundial, é um símbolo, o estrangeiro chega ao Brasil, fala de Pelé, de Santos e da Vila Belmiro. A torcida me recebeu com muito carinho, morei no Morro de Santa Teresinha, então foi muito bom. Agora, coisa do destino, meu filho mora em Santos e joga no sub-23 do Santos, o Lucas", finalizou.
 
A PINTURA
 
Santos e Corinthians faziam mais uma partida comum de Campeonato Paulista quando um lapso genial de Marcelinho Carioca resolveu tornar aquele momento uma antologia do futebol nacional. Aos 21 minutos do segundo tempo, Tupãzinho recebeu pelo meio, entregou para o camisa 7 na meia-lua, que surpreendeu o zagueiro Ronaldo Marconato com o um lençol e arrematou, sem deixar a bola cair, no canto esquerdo do goleiro Edinho. Para quem não se lembra do placar daquele jogo: 2 a 2.

Receba notícias pelo Facebook Messenger

Quer receber notícias de esporte de graça pelo Facebook Messenger?
Clique aqui e siga as instruções.

UOL Cursos Online

Todos os cursos